terça-feira, 10 de janeiro de 2012

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

navegando

Desliza pela vida navegando com equlibrio
Sustenta-te sempre ao rumo do teu destino
embora as raias desafiam o horizonte
segure firme, remando contra as adversidades
Vejo as aguas correrem pelo leito do rio. Tudo nele parece normal não fosse a intenção das aguas.

sábado, 10 de setembro de 2011

Sobras da caixa de Pandora

Onde errei?

Foi no amor e na proteção ou na pratica da liberdade com os freios da honestidade e o pulso de certos limites?

Quando e porque perdi? Foi quando busquei meios para sobreviver ou quando fui ingenua e não visualizar que os meios não justificam os fins?

De tudo só sobrou o que sobreviveu na caixa de pandora.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Arvores

                                       


Fotos tiradas na USP por Suzana Martins

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ninguém sabe o quanto é dificil negar a si mesmo ou ter forçosamente que modificar sua ingenuidade, sua simplicidade e esconder usa emoção,
Pois é, assim me sinto diante de algumas pessoas.. Não pensem que são pessoas do trabalho ou um conhecido qualquer, falo de pessoas Muito próximas..
A defesa da mudança de atitude em regra é dizer a si mesma que esta mudança é para melhor..que voce se fortaleceu..
Ledo engano.. quando se está consigo mesmo não é possivel mentir para si, sem aquela sensação de que tudo foi muito falso e vazio.

Fico a imaginar se um dia isso cessará.. se com a idade as coisas terão menos importancia... mas, uma coisa teho certeza, quanto menos importancia eu dou as coisas, mais trsite me parece a vida futura, pois, como é bom se importar com ascoisas e  as pessoas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

É dando que se recebe

Perto do Santuário a fila de pessoas identifica a agonia dos pedidores

Buscam na imagem o fio de ligação com o infinito

Esquecem que o apreço do criador está na ação que antecipa o afã

Não percebem que o ato de pedir e dar possui o mesmo  movimento palmar

Para receber e necessário igualar os favores.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

 Uma infinidade de coisas aconteceram em minha vida, mas, a mais importante foi aprender o que é consideração.

Depois de tanta turbulencia que vivi toda minha vida meu mundo tornou-se um tanto mais tranquilo no que diz respeito a vida familiar, embora seja impossivel ter familia sem um certo desgaste.

Cada pessoa, que de um modo ou de outro eu convivi, apresenta uma maneira diferente de ser ou de agir, que muitas vezes acho demasiadamente conflitante, ao menos dentro dos padrões que acho serem razoáveis.

E a questão é essa, como conviver com alguém que é totalmente contrario aos principio minimos que voce acha toleravel? E é nesse ponto que entra a consideração.

Quando voce consegue entender que cada ser tem diferentes "bagagens" de conhecimento, de moral, de amor entre outras coisas, passa a entender que cada pessoa tem um alcance de comprensão e em razão disso age desta maneira ou de forma diversamente proporcional, pois, a falta de "bagagem" ou seu excesso o faz agir daquela forma.

A melhor maneira de se viver bem é através da consideração e do respeito a todos.
A consideração é o ato que faz voce trocar de posição com seu semelhante, nem queseja mentalmente, a fim de entender o que voce sentiria se estivess no lugar dele.

Assim, é tendo consideração para com o próximo é que se consegue viver bem consigo mesmo.

domingo, 1 de maio de 2011

Obama versus Osama Bin Laden: fim de uma era?

segunda-feira, 2 de maio de 2011


Obama versus Osama Bin Laden: fim de uma era?

No Brasil, aproximadamente 1 hora da manhã, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que Obama Bin Laden, considerado o principal mentor dos ataques aos americanos que culminaram com a queda das Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001, está morto e que o país tem o corpo do terrorista mais procurado de todos os tempos


http://rastreiodecozinha.blogspot.com/2011/05/obama-versus-osama-bin-laden-fim-de-uma.html
 
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou, às 00h35 desta segunda-feira (02), a morte do terrorista Osama Bin Laden, que desde 2001 era tido como o "inimigo número um" do Ocidente. A informação começou a ser veiculada pelos veículos de comunicação norte-americanos por volta das 23h de domingo (01), mas só foi ratificada após o pronunciamento da Casa Branca.


De acordo com Obama, a morte foi consequência de uma ação de inteligência do Exército americano em parceria com o Paquistão que localizou o terrorista durante a semana e conseguiu eliminá-lo em um esconderijo nos arredores de Islamabad. "Matar Bin Laden sempre foi nossa prioridade número 1. Depois de muitos anos, conseguimos", afirmou o presidente norte-americano, que assegurou, ainda, que nenhum civil foi morto na ofensiva.

Segundo a rede americana de televisão CNN, o corpo do terrorista estaria em poder das autoridades dos Estados Unidos. Apesar de comemorar a morte do líder da rede terrorista Al Qaeda, Barack Obama salientou que a luta dos EUA não deve ser encarada como uma guerra contra o islamismo. "A morte de bin Laden é a maior conquista na luta contra o terrorismo. Nossa guerra não é contra o Islã. É contra a Al Qaeda e o terrorismo", garantiu.

Em seu pronunciamento em cadeia nacional, o presidente norte-americano disse, ainda, que havia comunicado ao presidente do Paquistão a decisão de investir contra o terrorista. "Eu já tinha avisado que atuaria dentro do território do Paquistão se soubesse onde Bin Laden estava. Hoje avisei ao presidente (do Paquistão) e reafirmei que não estamos em guerra contra o país", completou.

De acordo com as primeiras informações divulgadas, Osama Bin Laden foi morto dentro de uma mansão, após ataque da ofensiva norte-americana. As bases militares norte-americanas também foram preparadas, horas antes do pronunciamento oficial, contra qualquer tipo de contra-ataque das lideranças da Al Qaeda. Assim que a possibilidade da morte de Osama Bin Laden começou a ser veiculada pelas redes de televisão norte-americanas, milhares de cidadãos começaram a se dirigir em direção à Casa Branca. Durante a madrugada, a população saudou, de forma eufórica, o anúncio.



O terrorista    Barack Obama anuncia a morte de Osama Bin Laden

Americanos se reuniram em frente à Casa Branca para comemorar o anúncio

Procurado há pelo menos dez anos pelos EUA, Osama Bin Laden é considerado o mentor intelectual dos atentados de 11 de setembro de 2001, que derrubou as Torres Gêmeas do World Trend Center, em Nova York, e deixou cerca de 3 mil mortos. O terrorista também é conhecido por ataques a alvos norte-americanos na África e no Oriente Médio na década de 1990.



Após os atentados em NY, ele tornou-se o homem mais procurado do mundo, com uma recompensa de US$ 25 milhões por sua cabeça. Desde então, Bin Laden passou a ser buscado por dezenas de milhares de soldados dos Estados Unidos e do Paquistão.



O líder da Al Qaeda nasceu na Arábia Saudita em 1957, em uma família de mais de 50 irmãos. Ele era filho do magnata da construção Mohamed bin Laden. Seu primeiro casamento foi com uma prima síria aos 17 anos. Acredita-se que ele tenha tido 23 filhos com ao menos cinco esposas.



(com informações do G1, e da da GloboNews)
 
 
 
 

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sexta-feira 13

Sexta-feira 13

A superstição foi relatada em diversas culturas remontadas muito antes de Cristo.

Existem histórias remontadas também pela mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituidos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos.

Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa.

Outra possibilidade para esta crença está no fato de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.
Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio.

Note-se também que, no Tarô, a carta de número 13 representa a Morte.
(Fonte: Wikipédia)
Publicada por Pedro Cuadrado em Sexta-feira, Abril 29,

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Agora Ines é morta"

Inês de Castro

Por Antony C. Bezerra*

"Com respeito aos dramas de Inês, considero como tradição histórica não só o amor de perdição do herdeiro da coroa e o seu desenlace sangrento, mas também os seus reflexos de além-tumba."
(Carolina de MICHAËLIS)

"Agora é tarde, Inês é morta". Poucos são os que nunca ouviram ou mesmo disseram essas palavras. No entanto, poucos também são os que têm conhecimento da origem da frase. Quem é â??essaâ?? Inês? Como ou quando morreu? Se, em nosso país, dúvidas é o que há quanto às mencionadas questões, no além-mar, mais precisamente, em terras lusitanas, não será português aquele que não souber tratar-se, Inês, de uma dama galega - Inês de Castro. Tem-se conhecimento, igualmente, de que foi o amor que a conduziu ao fim, à morte. Fato histórico notório no plano de Portugal, foi recuperado várias vezes em produções artísticas, literárias ou não, no plano luso ou não.

Antes de mais, bom que se saiba que verdade histórica e mito tendem a se confundir no imaginário advindo do episódio que envolve Inês de Castro e seu amante, o futuro rei de Portugal D. Pedro, filho de D. Afonso IV. É um dos não poucos momentos em que o mito (nas palavras de Fernando PESSOA, "o nada que é tudo") assume ares de fato. Se se levar em conta que a raiz da História, em seus relatos inicialmente orais e depois escritos, reside nos mitos, parece mais natural que surpreendente a forma como é encarada a história de amor e morte de uma mulher que, por seus encantos, teve uma imerecida ruína.

Está-se em meados do século XIV, em Portugal, e D. Afonso IV, antepenúltimo rei da dinastia de Borgonha, é o soberano que comanda o país. O momento histórico não é despido de tensões. Sua própria ascensão ao trono é problemática. Sabedor de que seu pai, D. Dinis, tinha o propósito de alçar à condição de rei o filho bastardo Afonso Sanches, o infante desencadeia uma guerra civil que se estenderia de 1320 a 1324. Entre 1336 e 1338, já rei, D. Afonso IV tem de conviver com guerras entre as duas nações ibéricas. Logo depois, em 1340, em decorrência dos avanços marroquinos sobre a península, unem-se Portugal e Espanha para impedir uma das últimas investidas mouras sobre a região européia. A Batalha do Salado, desairosa para os sarracenos, marca a afirmação da posse luso-hispânica sobre o seu próprio território.


D Pedro I

Durante o período, surge um fato que, tendo um papel de segunda plana no que diz respeito a questões de natureza política, acaba por causar grande comoção nacional. De certa forma (e como observa Haquira OSAKABE), materializa um sentimento que, extensivamente, irá caracterizar o espírito lusitano: a saudade, aflorada pelo sacrifício de Inês de Castro.

Nascida em Monforte, no ano de 1325, Inês de Castro era filha bastarda de um notável cavaleiro galego (primo, inclusive, de D. Pedro), Pedro Fernández de Castro, com a portuguesa Aldonza Suárez de Valladares. Em 1340, segue a Portugal no séquito de D. Constança Manoel, prometida do herdeiro do trono lusitano. O infante, sempre insatisfeito com as uniões matrimoniais que lhe eram impostas, dispensara a primeira noiva quando esta contava apenas 14 anos, de fraca que era. Do compromisso com Constança, entretanto, não houve como evadir-se. Casaram-se, mas desde cedo o nobre lusitano deixou-se levar pelos encantos de uma dama (sua prima em segundo grau) loira e de olhos verdes - precisamente, Inês de Castro. Refratário a uniões arranjadas, D. Pedro desejava mesmo compartilhar sua existência com Inês, situação, a princípio, impedida pela condição de ambos.

Ainda casado, já Pedro travava relações amorosas com Inês (e, por isso, condenáveis). O infante, mais que insatisfeito com o casamento, abandonava a mulher à própria sorte (dias de caça, longe de casa, era o que havia), o que a ele valiam muitas críticas do rei, seu pai. Para contornar a constrangedora situação, acabou, Inês de Castro, por ser convidada para madrinha de Fernando, primogênito do casal Pedro e Constança e futuro comandante dos destinos portugueses. De nada adiantou. Como medida extrema, D. Afonso IV forçou Inês ao exílio, e esta veio a se alojar no castelo de Albuquerque, Espanha, próximo à raia alentejana. Eis que, em 1354*, morre Dona Constança ao dar à luz o terceiro filho. Abriu-se, então, o caminho para que os amantes passassem a viver um na companhia do outro. E foi, de fato, o que se sucedeu: D. Pedro mandou vir da Espanha a sua amada. Passaram a morar - ora juntos, ora separados - em Lourinhã e em Moledo.

Tudo eram rosas, até que o rei e seus conselheiros - bem como considerável parcela dos vassalos - passaram a ver perigo nos laços amorosos entre os o infante e a dama galega. A razão? Os dois irmãos da bela Inês - Álvaro Pires de Castro e Fernando de Castro -, cujos anseios pelo poder amedrontavam os portugueses, para os quais era incogitável retornar ao jugo castelhano. Foram responsáveis, inclusive, por que D. Pedro se envolvesse em questões castelhanas, o que, segundo D. Afonso IV, poderia abalar a independência lusitana.

O quadro português, já tenso, sofre um duro golpe com a proliferação da peste negra (em 1348 a 1349). D. Fernando, filho legítimo de Dona Constança e de D. Pedro , vê a sucessão ao trono ameaçada pelos bastardos de Inês. A insatisfação se espraia pelo reino. Culpados para um tal panorama deviam ser encontrados - e, de fato, encontrou-se: Inês de Castro. Incentivado por três de seus conselheiros - Pedro Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco -, D. Afonso IV toma uma medida extrema: decide pela morte da amante do filho.

Os primeiros dias do ano de 1355 são utilizados pelo rei e por seus conselheiros para discutir a melhor forma de pôr os seus macabros intentos em prática. No dia 7 de janeiro, partem, o rei e gente sua, em direção a Coimbra, com o fito de tirar a vida da que ameaçava a estabilidade do reino de Portugal. Em vão foram os apelos de Inês em benefício próprio e de seus três filhos (entre eles, aquele que seria o inaugurador da Casa de Avis, D. João I). Embora, conforme reza o mito, tenha, o soberano, vacilado quanto a matar ou não Inês, foi degolada aquela que tão cara era ao infante D. Pedro. De imediato, o corpo da vítima foi trasladado para a igreja de Santa Clara.


Inês de Castro suplica clemência aos seus algozes


A reação do novamente viúvo não poderia ser senão de revolta. Unido aos Castro e com um exército considerável, partiu com um desejo mortal de vingança sobre o império paterno, chegando mesmo a impor um cerco à cidade do Porto. Por intervenção a rainha Beatriz, mãe de Pedro, pai e filho acabaram por assinar a paz. Mas o infante ainda tinha ânsias de fazer com que se pagasse pelo mal cometido.

Quando, em 1357, morre D. Afonso IV, e D. Pedro I passa a comandar os destinos de Portugal, tem, como um de seus primeiros atos, demandar a extradição, para seu país, dos responsáveis pela morte da bela Inês. E assim foi. Devido a um tratado estabelecido com Pedro, o Cru, rei de Castela (onde estavam os algozes), dois dos assassinos - Pedro Coelho e Álvaro Gonçalves - vão enfrentar o seu fatum na terra natal. Não se sabe ao certo, mas, novamente segundo o mito, um deles teve o coração arrancado pela frente, e o outro, por trás. Longe de dúvidas mesmo está que o terceiro procurado, Diogo Lopes Pacheco, acabou por fugir para terras francesas.

Depois desses fatos, os relatos que há em torno das atitudes de D. Pedro I tanto podem soar a verdade como a implausibilidade. Veras são a trasladação do corpo de Inês de Santa Clara a uma bela lápide construída no Mosteiro de Alcobaça (em 1361) e a declaração da morta como rainha (D. Pedro I revelara, em 1360, ter-se casado secretamente com ela). Comprovadas ainda são a bela estátua sepulcral que se mandou erguer em homenagem à rainha, bem como as grandiosas exéquias promovidas pela ocasião do transporte do corpo. No entanto, a lenda também se faz presente. Conta-se que Pedro teria promovido o beija-mão e o coroamento ao cadáver de Inês de Castro. Diz-se ainda que o soberano tivera o cuidado, ao dispor o seu túmulo e o de sua amada no referido mosteiro, de postar as lápides não lado a lado, mas pé com pé. Para quê? Quando tivessem, ambos, de se acordar no juízo final, poderiam um olhar nos olhos do outro. O oitavo rei de Portugal, motivado pelos fortes sentimentos que o uniam a sua amada, agiria, de acordo com as palavras do historiador Fernão LOPES, motivado por um "grande desvairo".

Túmulo de Inês de Castro

Tal foi a comoção nacional despertada pelos acontecimentos - e pela aura de mito que em torno deles se criou - que não passaria, a história de amor entre D. Pedro I e Inês de Castro, incólume na produção artística, seja de Portugal, seja mesmo de outras nações européias. De acordo com o historiador contemporâneo José Hermano SARAIVA, mais de 120 composições musicais foram elaboradas, somente na Itália, tendo por tema o caso de amor. Em França, Henry de MONTHERLAND compôs a peça teatral La Reine Morte; na Espanha, Amor, Corona y Muerte foi o título que Alejandro CASONA deu a sua peça inesiana. Mas foi na pátria do ocorrido, como não poderia deixar de ser, que as obras literárias acerca do tema proliferaram, promovendo-se enfoques que não podiam senão ecoar de forma profunda a alma lusitana.

Os primeiros textos de que se tem notícia a enfocar o drama do "Romeu e Julieta português" (nas palavras de Alexandra MARTINS) são de Fernão LOPES (1380?-1460?), cronista que conduz a historiografia lusitana a novas perspectivas, ao filtrar as lendas dos fatos. Ansiava por "escrever verdade, sem outra mistura." Supõe-se que suas crônicas [1] abarcassem do primeiro rei de Portugal (D. Afonso Henriques) até o momento histórico vivido pelo autor. No entanto, apenas três desses textos resistiram ao tempo, a saber: Crônica de D. Pedro, Crônica de D. Fernando e Crônica de D. João I. É precisamente a primeira aquela que relata a história de Inês. Serviu-se, LOPES, de historiadores da época do acontecido e de documentos que ao tempo do historiador chegaram.

Outros historiadores do Humanismo lusitano também se ocuparam da temática, como foi o caso de Rui de PINA (1440-1552) e Cristóvão Rodrigues ACENHEIRO (1474-1536?), que, sobre a reconciliação entre D. Afonso IV e o inconsolável filho, escreveu: "E vendo os povos de Portugal os estragos da terra disseram que se conviessem, se não os que não podiam sofrer."



Frontispício de Cancioneiro Geral

Em termos propriamente literários - pensando-se em obras pautadas num fim estético -, é nas "Trovas à Morte de D. Inês de Castro" que o desaparecimento da amante do infante tem seu debute. Redigidas por Garcia de RESENDE (1470?-1536), a composição é publicada no Cancioneiro Geral (1516), obra coligida pelo mesmo autor. É uma recolha de textos líricos, lírico-narrativos e lírico-dramáticos produzidos no âmbito do paço, a chamada poesia palaciana. A composição de RESENDE tende a fundir várias referências literárias, desde elementos da cultura clássica até práticas eminentemente medievais, como no momento em que o eu-lírico se dirige à audiência. O alçar-se à condição de heroína uma figura histórica é uma das inovações mais significativas que o poeta operou. Seguem três estrofes das trovas. Na primeira, fala Inês, já cumprido o seu destino. Na segunda, um de seus algozes, cavaleiro de D. Afonso IV, detém a voz. A derradeira, emitida pelo eu-lírico, é o desfecho do poema.

"Qual será o coração,
tão cru e sem piedade,
que lhe não cause paixão
ua tão grã crueldade
e morte tão sem razão?
Triste de mim, inocente,
que por ter muito fervente
lealdade, fé, amor,
ó príncipe, meu senhor,
me mataram cruamente."

[...]

"â??Com sua morte escusareis
muitas mortes, muitos danos;
vós, senhor, descansareis,
e a vós e a nós dareis
paz para duzentos anos:
o príncipe casará,
filhos de bênção terá,
será fora de pecado.
Quâ??agora seja anojado,
amanhã lhâ??esquecerá!â??"
[...]

"Em todos os seus testemunhos
a declarou por mulher,
e por sâ??isto melhor crer,
fez dois ricos moimentos,
em quâ??ambos vereis jazer
rei, rainha, coroados,
mui juntos, não apartados,
no cruzeiro dâ??Alcobaça.
Quem puder fazer bem, faça,
pois por bem se dão tais grados.

Se Garcia de RESENDE promoveu a estréia de Inês no plano literário, é Luís de CAMÕES (1525?-1580), a grande referência da poesia lusitana ao lado de Fernando PESSOA, que se responsabiliza por consagrar a temática. Em Os Lusíadas, grande épico do povo português, o autor inclui o episódio de Inês de Castro (que, longe de catalisar a ação, mostra-se complementar à história das conquistas lusitanas). Eis uma estância (das 18 que há) a enfocar a temática. Está no Canto III de Os Lusíadas.

"Tirar Inês ao mundo determina,
Por lhe tirar o filho que tem preso,
Crendo co sangue só da morte indina
Matar do firme amor o fogo aceso.
Que furor consentiu que a espada fina,
Que pôde sustentar o grande peso
Do furor Mauro, fosse alevantada
Contra hua fraca dama delicada?"


Contemporâneo de CAMÕES e classicista como este, António FERREIRA (1528-1569) compõe a Tragédia de D. Inês de Castro, drama que, sem abrir mão da estrutura clássica, contempla um fato histórico de Portugal. Trata-se, um tal comportamento, de uma renovação do gênero, uma vez que se deixa de lado a mera imitação aos modelos da Antigüidade. A obra de FERREIRA é relevante, ainda, por conferir humanidade às personagens, que longe estão de ser indivíduos de comportamento linear. O trecho a seguir mostra Inês a pedir clemência ao soberano D. Afonso IV. Foi extraído do IV Ato.

"INÊS - Meu senhor,
Esta é a mãe de teus netos. Estes são
Filhos daquele filho, que tanto amas.
Esta é aquela coitada mulher fraca,
Contra quem vens armado de crueza.
Aqui me tens. Bastava teu mandado
Para eu segura e livre tâ??esperar,
Em ti e em minhâ??inocência confiada.
Escusarás, Senhor, todo este estrondo
Dâ??armas e cavaleiros; que não foge,
Nem se teme a inocência da justiça."


Durante o período romântico (século XIX), há autores que, embalados pela recuperação do passado nacional, ocupam-se da história da mulher que foi rainha depois de morta. Adepto de ideais simbolistas e saudosistas, António PATRÍCIO (1878-1930) será autor do poema dramático Pedro o Cru, que não despreza o episódio de D. Inês de Castro. Ainda no plano do Saudosismo (movimento nacionalista que, associado à Renascença Portuguesa, algumas relações manteria com o Modernismo lusitano), destacou-se a figura de Teixeira de PASCOAES (1877-1952) a ocupar-se do tema da morte de Inês. A faceta místico-histórica de Fernando PESSOA (1888-1935), mais que natural, não despreza a temática, bem como farão Jaime CORTESÃO (1884-1960) e Ângelo LIMA (1872-1921), autor do poema "Inês de Castro".

No plano da segunda metade do século XX, cabe destaque à poetisa Fiama Hasse Pais BRANDÃO (1938-), com o seu "Inês de Manto", vindo a lume em 1971. É o adorno daquela que, só após morrer, é reverenciada como merece.

"O vestido dado
como a choravam
era de brocado
não era de escarlata


Também de pranto
e vestiram toda
era como um manto
mais fino que roupa"

Num tempo mais próximo da atualidade - o que só vem a demonstrar a transtemporalidade da temática de Inês de Castro -, Augustina BESSA-LUÍS (1922-) publica asAdivinhas de Pedro e Inês, de 1986. Num texto que transita entre o literário, o histórico e o biográfico, a autora enfoca o rei D. Pedro I, com referências contínuas, claro está, ao enlace amoroso do soberano com a dama galega. O trecho a seguir mostra João das Regras, personagem histórica, a comentar o suposto casamento entre o infante e a sua amante.

"Mas quanto a D. Pedro ter casado, nunca tive dúvidas; tive só escrúpulos em o afirmar, mas não dúvidas... Eu não provei nada. Limitei-me a calar as bocas, que a política não se faz com murmúrios. [...] Há uma regra que ainda aplico: apoio a tua causa nos modelos estereotipados da opinião popular."

Objeto de considerável produção artística, Inês de Castro parece não ter morrido em vão. Se não para manter airosos os destinos de Portugal, como ansiavam os seus algozes, ao menos para, fenecendo, eternizar-se como a representação deste sentimento tão português que é a saudade. Nesse processo, a mitificação é capital, e redefine os conceitos de realidade e verosimilhança quando se depara com a obra literária, capaz de reunir todos os discursos num só.

NOTA

[1] Crônica, no sentido que aqui se apresenta, é o relato de acontecimentos sob uma ordenação cronológica.

Antony C. Bezerra é colaborador do HISTORIANET.

Mestre e doutorando em Teoria da literatura pela Universidade Federal de Pernambuco; Professor de Literatura portuguesa e de Literatura da língua inglesa na Universidade Salgado de Oliveira, em Recife.

Eu estou indo de volta para o começo

Ninguém jamais disse que seria tão difícil assim

Eu estou indo de volta para o começo

Coldplay


Come up to meet you, tell you I'm sorry.

You don't know how lovely you are

I had to find you, tell you I need you

And tell you I set you apart

Tell me your secrets, and ask me your questions

Oh let's go back to the start

Running in circles, coming up tails

Heads on a silence apart



Nobody said it was easy

It's such a shame for us to part

Nobody said it was easy

No one ever said it would be this hard

Oh take me back to the start



I was just guessing at numbers and figures

Pulling the puzzles apart.

Questions of science, science and progress

Don't speak as loud as my heart.

So tell me you love me, come back and haunt me,

Oh, when I rush to the start

Running in circles, chasing in tails

Coming back as we are.



Nobody said it was easy

It's such a shame for us to part

Nobody said it was easy.

No one ever said it would be so hard

I'm going back to the start.



http://www.vagalume.com.br/my/fasano17/488374/#ixzz1KAmiCmx5

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Andar a Toa

"Em algumas aldeias perdidas das Beiras ou de Trás-os-Montes talvez ainda seja possível pedir uma toa e encontrar alguém que lha traga. A toa é, simplesmente, a corda ou a tira de couro que serve para levar os animais a reboque. A sirga, para ser um pouco mais preciso. Assim, andar à toa quer dizer ser conduzido por alguém sem se saber para onde nem porquê."




Roby Amorim, Elucidário dos Conhecimentos Quase Inúteis

terça-feira, 19 de abril de 2011

Conquista do insuficiente

Na busca diaria  da conquista do insuficiente, o homem honesto decai na desconhecida trama do inconciente, alarmando assim a doença do corpo.

O homem desonesto cai no desespero do crime que é doença da alma;

De quando em quando, mesmo abastecido, há de sempre insulflar-se na mesma situação, porque ao homem, conquistador por natureza, sempre haverá de querer mais;

Conquistar sim, mas, o equilíbrio está na forma em que, aos pés, o passo deve ter o centímetro ideal.

quinta-feira, 10 de março de 2011

o  fel nos olhos marejam
o gosto do sofrimento
pela envolvente traição
e o desgosto afoga
no sorriso falso
a coragem
é solidão
é fim

quarta-feira, 9 de março de 2011

Na frase sutil de inclusão forma-se um novo contexto
para um bom entendedor o ponto finaliza  qualquer intenção.

sábado, 5 de março de 2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Corpo e diversidade

O corpo se transformou.
Surgiu a inteligencia, orgulho e adiante a diversidade.
Não há retorno, nem vontade, só uma saudades de outrora.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Passos de andar  e para o outro avançar.
A dor aperta a garganta na inutil vontade.
Triste concepção de que não se pode pensar a não ser por si mesmo.
Ilógico e irracional o reino do coração!
Veste com armadura feita de papel colorido a guerrear no reino do amor.
Esquece que o escritor deflagra a guerra com sentimentos romanticos que envolve também o opositor.
As vestes da guerra não sobrevivem ao tempo e que tempo são estes que o amor mingua nos passos de quem o dá primeiro.
E na luta do bem com o bem, não haverá vencedores.

domingo, 1 de agosto de 2010

asas,
embala,
sem memória,
conquistando,
dobra o eixo,
muda direção,
desenlaça,
cria  mundos,
retorna,
asas,
embala...

terça-feira, 13 de julho de 2010

Deveras achar que o horizonte se revela promissor,
não há de esquecer que a estrada é feita antes de terra
ponderá que os passos do teu futuro
tiveram antes a origem no engatinhar

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Mãe da So

Não espere até o dia em o trato só se deverá ao fato da invocação social ou a obrigação moral imposta.

A assistencia se dará certamente sem o amor daquele individuo, no mais pela criatura temente a Deus ou até pela caridade que é sentimento comum dos seres com um mínimo de religiosidade.

Acharás, talvez ,que o destino, apesar de te castigar com as chagas da dor ou sofrimento ou pela imposta falta no alcance de teus interesses materiais, te prontificou o conforto naquele que um dia fostes o algoz, pois, desconheces que a criatura que tem a mão estendida não está presente a te levantar, mas, somente para manter-te de pé antes que outro destino mais cruel a force no cumprimento de outras obrigações piores que a por hora obrigada.

Não será capaz de observar nesla que ao confortar-te na dor ela sofre dor imensuravel, pois, obrigada a ser boa a quem só lhe deu noções de maldade.

Antes que descubras o preço de não poder ver nos olhos desta o amor que se espera que ela deveria ter, refaça o caminho agora, pois, talvez não saibas mais como nele voltar quando precisar.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

dor fulgaz


toca fundo o sentimento
choro de quem reclama a dor
invade o coração tristemente
impulsa o afago do ouvidor

inquieta, soluça, embargante voz
acalantante busca do apaziguar
é dor, orgulho ou amor ferido
insucesso retratado ao calar
                                  
inutil palavra quem não quer ouvir
nem luz ilumina quem esta a cegar
as horas, os dias, tempo jaz a sumir
tudo que hoje ferve na dor é fulgaz

segunda-feira, 7 de junho de 2010

São Jorge


Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge. Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem, nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se quebrem sem ao meu corpo amarrar. São Jorge, cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor. Abri os meus caminhos. Ajudai-me a conseguir bom emprego. Fazei que eu saiba estimar a todos, superiores, colegas e subordinados, e também ser estimado. Que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre no meu coração, na minha família, na minha escola e no meu trabalho. Velai por mim e pelos meus, protegendo-me sempre, abrindo e iluminando os nossos caminhos, ajudando-nos também a trasmitir paz, amor e harmonia a todos os que nos cercam. Amém.





Etiquetado: Jorge Ben Jor, Jorge da Capadócia, são jorge


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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Feriado de 03 de junho de 2010 - Corpus Christ

Informações sobre o Feriado de Corpus Christi


Corpus Christi (do latim, Corpo de Cristo) é uma festa da Igreja Católica que celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia.



É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma festa de 'preceito', isto é, para os católicos é de comparecimento obrigatório assistir à Missa neste dia, na forma estabelecida pela Conferência Episcopal do país respectivo.





Tapete de Corpus Christi - Poá / SP

A procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende a uma recomendação do Código Canônico (art. 944) que determina ao Bispo diocesano que a providencie, onde for possível, "para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo." É recomendado que nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o Bispo (art. 395).

A História

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao Século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.



O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico. A ‘Fête Dieu’ (Festa de Deus) começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arcediago para procissão eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia.

Procissão de Corpus Christi, Moosburgo, Alemanha, 2005

Em 1247, aconteceu a 1ª procissão eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica.



O ofício foi composto por São Tomás de Aquino o qual, por amor à tradição litúrgica, serviu-se em parte de Antífonas, Lições e Responsórios já em uso em algumas Igrejas.



A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264. O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa perdeu sua vida em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A procissão surgiu em Colônia e difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma é encontrada desde 1350.



A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse :‘Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo depois de Pentecostes.

A Festa no Brasil

Em muitas cidades portuguesas e brasileiras é costume ornamentar as ruas por onde passa a procissão com tapetes de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa. Esta festividade de longa data se constitui uma tradição no Brasil, principalmente nas cidades históricas se revestem de práticas antigas e tradicionais são embelezadas com decorações de acordo com costumes locais.



Em Pirenópolis, Goiás, é uma tradição os tapetes de serragem colorida cobrindo as ruas por onde passa a procissão de Corpus Christi, também efeita-se 5 altares para a adoração do Santíssimo Sacramento,

Procissão Corpus Christi em Pirenópolis

e o cântico latino Tamtum Ergo, esta procissão é acompanhada pela Irmandade do Santíssimo Sacramento e pela Orquestra e Coral Nossa Senhora do Rosário.



Em Castelo, no estado do Espírito Santo, as ruas são decoradas com enormes tapetes coloridos formados por flores, serragem colorida e grãos. Em São Paulo, o município de Matão é famoso por seus tapetes coloridos feitos de vidro moído, serragem e flores que formam uma cruz no centro da cidade. A cidade de Mariana - MG comemora a festa de Corpus Christi enfeitando as ruas com tapetes de serragem e pinturas. Jaguáriúna - SP, Santo André -SP, São Joaquim da Barra - SP e Jacobina - BA também seguem o mesmo estilo, as ruas ao redor da matriz são enfeitadas com serragem, raspa de couro, areias coloridas, tudo o que a criatividade proporciona para este dia santo. Em Caieiras - SP a Juventude da Cidade promove com sua criatividade tapetes que se estendem no trajeto da procissão deste solene dia, desde a Igreja Matriz de Santo Antonio até a igreja de São Francisco de Assis, este trabalho dura doze horas e é coroado com a procissão luminosa em torno ao Santíssimo Sacramento.


Fonte:

Texto: Wikipedia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Corpus_Christi

Foto: Tapete de Corpus Christi - Poá / SP - Fernando Araújo - SECOM Poá

http://www.vtn.com.br/servicospublicos/feriados/nacionais/corpus-christ.php

sexta-feira, 23 de abril de 2010

amor condicional

Outro dia li a frase "Medir as conseqüências de amar é atirar-se na escuridão".
A criança, mais precisamente o jovem,  cresce experimentando situações que os coloque em diversidade aos conceitos de seus pais, como a medir se o amor deles é incondicional.
Óbvio que não é saudável crescer sentindo que só se é considerada uma boa menina ou um  bom menino e só se é amada ou amado quando faz coisas da forma que os pais desejam.
Óbvio também, que os pais utilizam tais condições para levar seus filhos a se tornar pessoas de bem, demonstrando o quanto ficam tristes quando eles agem de forma incorreta.
Medir as consequencias do amor condicional enttre pais e filhos é uma tarefa quase impossivel, pois, deve existir um parametro para comparação  que em regra não existe. Pode até existir em determinadas situações particulares, mas, não quando se fala de relacionamentos entre pais e filhos num todo.
O excesso, em todas as situações, é prejudicial, entretanto a falta também, não faz bem.
Controlar os impulsos emocionais em situações de diversidade entre pais e filhos é fundamental, entretanto, como disse Nelson Rodrigues: toda unanimidade é burra, engessar sentimentos somente por imaginar que o amor incondicional traz só benesses é burrice.
Mesmo que os pais amem seus filhos incondicionalmente, a fim de que eles tenham um crescimento saudavel, correm o risco do tiro sair pela culatra, afinal o sim se parece  muito com a falta de interesse, com a inercia e ou a falta de vontade.
O contrario também prejudica.
Então, o importante é o equilibrio.
Quão dificil tarefa é achar o equilibrio nas relações humanas, mesmo porque, as pessoas são diferentes e o que parece razoavel e equilibrado para uns é o oposto para outros.
Não há nem haverá regra geral para regular as relações entre pais e filhos, o que se deve ter em tais relações como em qualquer relacionamento é o respeito. E o amor sem respeito é nada.
O dificil é saber se respeitando o outro não se  esta desrespeitando a si mesmo.
















Atolada de serviço, digitando uma execução de alimentos muito boa, mas que requeria uma infinidade de calculos, haja vista que o credor vivia fazendo acordos e não pagava

e telefone não parava....

Resolver não ir ao escritório e ficar digitando em casa, pois, assim conseguiria se concentrar ...
...e o telefone não deixava terminar qualquer raciocinio.

A cliente havia ligado mais de 10 vezes irritando-a com pedido de conselhos que poderiam esperar para o dia seguinte.

Chegou o final do dia, não conseguiu finalizar a petição e o telefone ainda tocava.

Os nervos já estavam a flor da pele.

Num instante resolveu o problema....

desligou o telefone.
Esta nervoso?
Desligue!!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Descobrimento do Brasil


Dia 22 de abril é dia de comemorar o descobrimento do Brasil.

Tantos anos se passaram e o Brasil ainda, está longe de ser descoberto internacionalmente.

Nos ultimos anos o Brasil tem sido destaque na mídia internacional, entretanto, ainda somos, para muitos estrangeiros a Terra do Samba, futebol e carnaval.

É necessário modificar esta visão deturpada que o Brasil cultua no mundo internacional.
É necessário  investimentos em educação e cultura para que nossas crianças e jovens cresçam e ajudem a transformar o Brasil em uma nação forte e com um perfil diferente do atual.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

21 de Abril, Dia de Tiradentes

Para quem não sabe, existe muita história por trás do feriado de hoje

BRUNO BASTOS

Hoje, 21 de Abril, é feriado! Dia de Tiradentes. A data homenageia José Joaquim da Silva Xavier - que ganhou o apelido de Tiradentes por trabalhar como barbeiro prático, uma espécie de odontólogo do século XVII - um dos líderes da Inconfidência Mineira. No entanto, não são muitos os pernambucanos que conhecem a história por trás desse dia. “Eu sei que é um feriado, mas não sei qual”, admite o vendedor Augusto do Ó. Já o promotor de vendas Jurandir Soares dá um “puxão de orelha” nos que não se lembram das aulas de história. “Ele foi um dos mártires da Inconfidência, que foi uma revolta dos mineiros contra o domínio de Portugal há mais de duzentos anos. No dia 21 de abril ele foi morto e esquartejado como punição”, ensinou Soares.

Mas por que Tiradentes mereceu um dia em sua homenagem? Segundo o professor de História Ricardo Bezerra, que leciona no campus Garanhuns da Universidade de Pernambuco (UPE) e na Faculdade de Direito de Garanhuns, a figura histórica de Tiradentes foi transformada em mártir com a Independência do Brasil. “Após virar um País, o Brasil foi atrás de seus heróis e mártires. Como Tiradentes lutou contra o domínio português e era de origem humilde, como a grande maioria da população, passou a ser cultuado”, esclareceu Bezerra. Já no final do século XIX, quando foi Proclamada a República, Tiradentes foi mais uma vez requisitado para servir como símbolo à população, dessa vez propagandeando os valores republicanos. Nessa época ficou instituído o feriado nacional na data de 21 de Abril.

“A criação de uma memória oficial da História do Brasil no nascimento da República respondeu, no entanto, aos interesses daquele grupo dominante, que era formado por militares e grandes proprietários de terras. Eles estabeleceram quem devia ou não ser reconhecido e, bem ou mal, excluíram personagens que também fizeram parte da história, como Zumbi dos Palmares”, salientou o professor. Para Bezerra, o conhecimento dos brasileiros sobre o que representam os feriados é muito escasso e o costume de encará-lo apenas como dia de descanso deve ser combatido por toda a sociedade. “Deveríamos estimular através das escolas e entidades uma reflexão crítica sobre os feriados, porque eles só existem por causa do seu significado”, argumentou.

INCONFIDÊNCIA

Tiradentes é um dos vários personagens da chamada Inconfidência Mineira, um movimento idealizado pela elite aristocrática do estado de Minas Gerais no ano de 1789. Revoltados com os constantes aumentos dos impostos, que Portugal cobrava da atividade de extração de ouro e pedras preciosas no estado, líderes da aristocracia e religiosos arquitetaram uma revolta buscando a Independência. “Tiradentes era o único participante evidentemente pobre do movimento e, de certa maneira, o mais fácil de se livrar para os portugueses”, ressalta. E foi isso que aconteceu quando os inconfidentes foram presos. Depois de três anos de processos no Rio de Janeiro, então, capital da colônia, Tiradentes foi condenado à morte, por enforcamento, e executado no dia 21 de abril de 1792.

http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-grande-recife/562448?task=view

Fui dormir de mal humor, embora não tenha brigado com ninguém.
Ocorre que detesto reclamações e o amorzão, tem hora que não sabe fazer outra coisa.
Ontem meu filho foi a uma festa a fantasia, passava da meia-noite quando ele ligou para ir buscá-lo, conforme eu havia combinado com ele.
O amorzão já ficou reclamando, e não bastasse eu fechar a cara, quando voltavamos para casa ele passou a reclamar de novo.
Bastou para meu mal humor, quase sempre adormecido, dar o ar da graça.
Como me conheço bem, fui dormir. Lugar de gente mal humorada é na cama, assim não briga com ninguém.
Acordei as 5 da manhã (agora são 6:30hs).
Os dois resolveram pescar, como combinaram com o carona as 6 hs, levantei as 5 hs para acordar, primeiramente o filho,  depois  o amorzão.
Chamei o filho, que sonado foi tomar banho, fiz café, e subi para o andar de cima a chamar o amorzão, que quando cheguei no quarto já estava acordado e vestido.
Nem lembrava do meu mal humor, mas, não é que o amorzão começou a reclamar por que meu filho estava demorando no banheiro?
Detesto mal humor, mas, não há como ficar bem com alguém reclamando ao seu lado. Pior, reclamando por nada.
Agora estou aqui, ainda, com os sintomas do mal humor e eles passeando e pescando.
Dá proxima vez, nem levanto da cama, fico dormindo nos braços de Orfeu. Eles que vão tomar café na padaria!!!
Bom feriado de 21 de abril a todos!!!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Quando garota, lembro-me de estar com meus irmãos relacionando coisas que gostariamos de fazer quando crescer.
Falamos sobre amor, profissão, casamento, filhos.
Nossos sonhos diferenciavam em poucas perspectivas.
Quando crescemos, algumas coisas daquilo que nos pareciam sonhos tornaram-se realidades, outras entretanto, não aconteceram, mas, ainda podem acontecer outras, no entanto, não tem a menor chance de se realizar.
Alguns sonhos realizados nos marcaram positivamente, outros transformaram em verdadeiros pesadelos.
Com o tempo aquilo que nos parecia importante limitou-se a uma lembrança e outras coisas que nem imaginavamos ser importante passaram a ser parte fundamental em nossa vida.
Podemos afirmar tranquilamente que somos pessoas realizadas, mesmo nos momentos ou e em situações que parecem ter fugido do nosso controle, haja vista, que tudo que foi possivel fazer para tudo dar certo nos realizamos.
Podemos dizer que houve uma infinidade de boas e más situações, mas, todas elas nos fez aprender um pouco que seja, favorecendo nosso crescimento moral e pessoal.
Assim, não há um só momento de nossas vidas a lamentar, muito pelo contrario, só podemos agradecer por tudo que nos ocorreu, principalmente os momentos aparentemente ruins, pois, esses são, sem sombra de duvidas, o que nos fazem refletir, trocar o passo para um caminho melhor.

domingo, 18 de abril de 2010

Questão de postura

A maioria dos jovens, principalmente os filhos, reclamam dos conselhos e reprimendas dos adultos quanto a postura dos jovens em relação a sociedade.



Estes jovens  utilizam-se do excesso de bebidas, de cigarros ou "ficam" com garotos e garotas que nunca viram antes e ainda utilizam de liguajar de mal gosto para mostrar irreverencia, independencia ou qualquer posição ou melhor dizendo, oposição ao que chamam de censura social.


O interessante é que apesar da postura que adotam, exigem que os adultos os aceitem com a mesma confiança e respeito que ele tem por outros jovens que adotam postura diferente.


Os jovens reclamam confiança e respeito de seus pais, entretanto, se postam de forma não merecedora de confiança, salvo exceções.


Voce é o que voce mostra que é.


Ninguém pode ser acusado de não ver em voce o que voce esconde ou omite.


Óbvio que não se é jovem a vida inteira e nem tampouco se pode manter uma postura irreverente ou não por toda vida.


Assim, na medida que o irreverente se modifica, a confiança se aprimora.


Tudo a seu tempo.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Atendi um cliente hoje que reclamava de sua irmã mais nova.

Ele relatou que tanto ele como seus pais não se conformavam de ver a menina ser tão diferente do resto da familia.
A menina, que aqui chamaremos de Lê, tornou-se uma criatura dura, egoísta, tão diferente dos irmãos e dos próprios pais, apesar de haver sido criada, se não da mesma forma que os irmãos, de forma ainda mais gentil, até mesmo com mais mimo que os outros em decorrencia de ser a caçula.

O cliente disse: " não consigo ver na Lê nada que possa dizer que faz parte de nossa família".

Dificil né?

Quando conseguimos observar que determinada criatura de nosso meio social, ou mesmo de nossa familia,  é muito diferente dos resto de sua família, ficamos a nos perguntar o pôr que.

Pergunta essa que somente é capaz de ser respondida se acreditarmos que o carater de um individuo não é só desenvolvido pelos ensinamentos de nossos pais e de nosso meio social, uma vez que até os irmãos gêmeos, mesmo sendo criados da mesma forma podem tornar-se muito diferentes.

O carater de um individuo se desenvolve através de diversos fatores, um através dos ensinamentos prestados por sua familia, outo através da interação que tem com sociedade (meio em que vive) e outro através de sua "bagagem espiritual".

Esta última, talvez a mais forte, caracterizada pelo conhecimento adquirido por tudo que já viveu e aprendeu  em outras encarnações e como espírito, entre uma e outra encarnação, o que muitos chamam de erraticidade, pois se afigura ao errante ou seja o Espírito suscetível de reencarnar-se, de retornar ao mundo orgânico.

A unicidade destes fatores criam o caráter do individuo.

Não se pode dizer, finalizam o caráter, pois, o ser humano é sucetível de mudanças durante todo o tempo em que vive encarnado.

No caso da Lê, infelizmente para a família, mas, felizmente para ela, todos são verdadeiramente cristãos e mesmo sendo ela criatura tão dura, recebe o carinho e a atenção pela bondade de seus pais.
Procurar o porque neste caso, a resposta mais rapida para esta pergunta é: se ela é pessoa tão dura mesmo com o amor que recebe da fam´lia, como seria ela com pais tãos duros quanto ela?

Deus sabe o que faz.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sentimentos noturnos

Não gosto dos sentimentos que o escuro da noite exaltam em mim.


Uma palavra mal dita, a leitura de um texto desagradavel ou um simples olhar de descontentamento me afetam negativamente no horario noturno, embora seja também o horario de inspirações.


 O raiar do sol, o calor desta magestade proporciona sentimentos de alegria e magnitude, capazes de arrancar do pensamento questões que a noite pareciam tão impossiveis.


Assim, o sujeito egoista da noite, provavelmente será compreendido nos primeiros raios do dia.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O ser humano é previsivelmente egoista.

Muito embora alardeie dentre os conviventes sua forma inocente de tratar com coisas e pessoas, quando afetados financeiramente por terceiros, desmacara-se sem pudor.
Invariavelmente dentre aqueles que conhecem esta face egoista, podem ser incluidos aqueles que por razões da sociedade cristã jamais se afeatariam profundamente com o lado negativo desconhecido, perdoando o afeto, já que é o que se espera do parente cristão.

As vezes o egoísta depara-se com um afeto que não lhe corresponde o perdão, diferentemente do que esperava, e faz-se vítima, imputando ao outro culpa da situação  diversa.
Ora, o que não sabe o egoísta é que seus atos não "afetam" verdadeiramente as pessoas,  pois, que, embora algum prejuízo possa existir, este é absorvido rapidamente pelas situações cotidianas, e se não cair no esquecimento, ficará relegado a um terceiro plano, relembrado somente como fato triste.

O fato é que, mesmo que o tempo passe e minimize os efeitos do mal ato, jamais, as pessoas perdoarão efetivamente o egoista a ponto de amar-lhe como antes. Sempre haverá uma restrição, e essa restrição mesmo que velada emite ao egoista fluidos negativos que certamente o afetam.

terça-feira, 13 de abril de 2010

esteriótipo do estress

Tinha uma audiencia em Bragança Paulista hoje.
Na verdade compareci a audiencia no lugar de um colega advogado que estava em viagem.
Marquei com o cliente dele as 7:30 hs da manhã no meu escritório na Penha (São Paulo), haja vista que a audiencia estava marcada para as 10:30 hs em Bragança.
Deixei meu filho as 7:00 hs no metro Penha, ele estava indo para a escola.
Cinco minutos depois, quando eu já estava no escritório, meu filho liga no meu telefone dizendo que o metro estava lotado e não conseguia entrar no vagão, motivo pelo qual me prontifiquei a leva-lo ao colégio, já que era cedo.
Quando desci as escadas do escritório deparei-me com o cliente esperando mais cedo que o combinado.
Então entrei no carro do cliente, junto com meu filho, e ouvi o cliente reclamar de leva-lo, fiquei indignada, mas, por educação, engoli, e somente comentei que EU havia marcado as 7:30 hs, então possuia tempo, e que contratempos ocorrem, e iniciar o dia estressado era sinal que o resto do dia iria de mal a pior.
Ele se fez de surdo, reclamou, foi grosseiro, mas, levou até onde eu pedi, já que era nosso caminho.
Fiquei tão nervosa que tive que fazer uma oração para me refazer.
Vivemos em uma cidade estressante, eu sei, mas, tornar-se uma pessoa estressante, é não dominar a si mesmo, é tornar-se um esteriótipo daquilo que se reclama tanto.
A audiencia foi boa, a viagem muito ruim, entretanto, tudo isso serve de exemplo do que não se quer ser nem se deve fazer.


segunda-feira, 12 de abril de 2010

facil ser caridoso?

Engraçado... há momentos que me pego fazendo planos para ato de perdão, de caridade , de amizade e de amor.
Esses momentos ocorrem principalmente quando leio algo especial durante o evangelho no lar, que faço uma vez por semana, ou mesmo quando vou ao centro espírita.
Nesses momentos é tão facil ser bom e caridoso.
Passados os instantes esse sentimento se enfraquece. Não que essa vontade desapareça, entretanto, a vontade fica inibida por outros sentimentos menores, mas, que são grandes o suficiente para deixar em topor o sentimento nobre antes exaltado pela leitura ou palestra.
Esses sentimentos trazem em sua base fundamental o orgulho.
Outros sentimentos como vaidade, amor ferido, ciumes são dissidentes do orgulho, ou melhor é o próprio orgulho com mais ou menos densidade.
O orgulho é um sentiento dificil de se dominar, mesmo porque ele traz em si o medo de que sem ele possamos ser feridos por outras pessoas.
Então, por tudo isso é que deixamos de servir o  nosso próximo, principalmente aquele mais próximo que orgulhosamente mantemos afastado.
Um bom meio de medir o seu orgulho é imaginar tocando a campanhia deste próximo, mesmo sabendo que ele não deseja nos receber.
Voce consegue?
Dificil né??
Pois então, como diz a querida Mariana (blog Papo de Muié), imagine que este próximo esteja morto quando voce toca a campanhia.. voce tem coragem de entrar?
Certamente disse sim, uma vez que aqueles olhos não fitarão mais voce.
Entretanto, voce consegue medir o tempo que se passou desde o inicio da manhâ.
Voce perdeu tempo, mas, foi visitar o amigo ou conhecido morto.
Porque não foi antes enquanto ele vivia?
Por causa do orgulho?
Reflita.

Fica a reflexão

Volver de opiniões

No volver das opiniões descobre-se novos sentimentos e agradáveis surpresas.

Prender-se em idéias pré-concebidas (ou preconcebidas) inibe descobertas e possivelmente aumenta a animosidade existente.

Mesmo que aparentemente não valha a pena, quando se quebra tais conceitos, ou preconceitos, evidencia-se o amistoso que por hora parecia descontente ou surpreende-se o descontente que se obriga a sorrir.

Assim, sempre vale a pena mudar para melhor, mesmo quando o pior esta, ainda, latente em nosso interior já engessado em determinada opiniões.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ja publiquei este mini conto...
Rememorando.. publico novamente.


Saltei de uma ambiente a outro à velocidade que as palavras foram surgindo.
A medida que meus ouvidos captavam-na minha mente feito um flash-back me levou as profundas aguas daquele rio, imediatamente minha respiração pareceu retroceder a ofegante agonia dos malditos minutos que pareciam horas.
Estremeci.
Andrea havia avisado que a leitura da mensagem mediunica requereria de mim preparo, não imaginei o quanto.
As palavras de minha mulher, que morreu afogada que há alguns meses, me levaram de volta ao momento do afogamento.
Olho para os lados e só vejo água, não respiro, minha mente parece dominada. Me debato procurando um apoio.
Como será que consegui me salvar naquele dia.
A pergunta parece latejar na minha cabeça.Porque preciso saber disso?
Tento lembrar, mas as águas parecem fogo na minha garganta.
Tudo arde dentro de mim.
Como consegui me salvar e Helena morreu?
Como?
Mais uma vez tento respirar.
Engasgo,as aguas inundam meu pulmão. Me debato para emergir.
Tento lembrar. lembrei.

Morri naquele dia!



A medida que tuas vestes te incomodam a alma, ainda mais, quando tu não tens como isso mudar, tu desfaz-te de tua melhor qualidade que não é externada na moldura de teu corpo, mas, oculto aos olhos do distante e visto só por aqueles que te querem bem.
Observa o mundo lá fora.
Quantos são os que possuem vestes desiguais e nem por isso se revelam menor ou menos condizente consigo mesmo.
Assume-te naquilo que tu és e externa aquilo que tu tens de melhor.
O resto são favas culturais de menor importância.

terça-feira, 6 de abril de 2010

46 anos

Quarenta e seis anos, é bastante tempo.. nem parece..
Em 46 anos nem deu tempo para viver tudo, ver tudo, conhecer tudo
Ja casei.. separei, de novo amei, depois.casei e desamei..
Deu tempo para viver novamente um lindo amor..
Tive filhos., mas, também, perdi para o mundo
Errei.. acertei.. sorri e chorei..mas, sempre fui feliz
Arrependimentos? quem não tem ao menos um..
Valeu viver 46 anos e dizer que até hoje nunca disse.."e se eu tivesse..."
Tudo que fiz.. foi de coração...
Nunca matei ou machuquei um  ser vivo..
Se machuquei com duras palavras... desculpa..
a intenção era a melhor, embora a forma não foi a adequada,
Tornei-me advogada, quando em mim, já o era, faltava-me somente profissionalizar.

Talvez não possua um pai, como todo mundo gostaria de possuir, entretanto
minha super mãe supera no amor, na bondade e na honestidade..
quem dera todo mundo tivesse uma igual
A quase quatro anos conquistei um grande amor...
pessoa mais bondosa e maravilhosa não existe..
46 anos não foram suficientes para enriquecer minha conta bancaria...
entretanto enriqueci... pois sou mais hoje do que ontem
quando já era muito mais que outros dias.
Não conquistei tudo, mas, tudo que conquistei foi honestamente
e me orgulho de ser honesta, embora o orgulho não seja um sentimento nobre,
mas, não sei adjetivar com outro sinonimo.
Enfim, hoje completo 46 anos..me sinto como uma muher de 46 anos,
mas, com a alma de quem ainda viverá muitos outros 46 anos.
Que Deus permita que eu  possa viver muito mais, com a gloria de ajudar
muitas pessoas, pois, aqui nesta Terra somos aprendizes de anjos.
Que os anjos sempre acompanhe e proteja a todos!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Fui ao Centro Espirita dia 22 de março assistir a palestra de um grande amigo. Além de matar a saudade, assisti a uma palestra maravilhosa.
O tema girou em torno da Cura da Depressão pelo magnetismo.
Jacob Melo foi o palestrante.
Para retratar a palestra coloco aqui um artigo escrito pelo amigo Jacob Melo no "forum espirita"


cura da depressão pelo magnetismo



Nome exótico este aí! O que será que você imagina quem tenha tão estranho nome? Para mim, tudo começou quando, anos atrás, sofri uma violenta crise de depressãoSe para mim foi uma experiência extremamente dolorosa e marcante, para muitas pessoas que comigo convivem foi por demais estranho, pois era difícil acreditar que um espírita de berço, magnetizador desde as primeiras horas e um trabalhador sempre em atividade pudesse ser atingido por uma doença como essa.

O mais grave, entretanto, foi quando percebi, no auge da crise, que os passes que recebia, à ocasião diariamente, não só não resolviam o problema como ainda geravam terríveis mal-estares.

Depois de passada a doença, parti para descobrir o que não havia funcionado, já que os passes, em tese, deveriam ter produzido muito efeito, sobretudo positivo.

Só depois de várias experiências, estudos e sérias pesquisas foi que cheguei à conclusão de que, via de regra, um paciente em depressão não tem como absorver magnetismo - fluidos, energias, bio-energia, shi, prana, como queiram chamar -, diretamente, através dos seus centros vitais ou chacras. Normalmente, o depressivo tem graves bloqueios em seus centros energéticos, daí a doação de fluidos por intermédio deles geralmente causarem desconfortos, sensações indesejáveis e visíveis reações de piora no estado geral. Todavia, paradoxalmente, esse paciente precisa muito de reposição energética. O mecanismo magnético que melhor se aplica pelo Magnetismo a esse caso é a absorção dos fluidos através da água fluidificada ou magnetizada. Os fluidos depositados na água, quando ingeridos, são assimilados diretamente pelas moléculas e pelas psi-moléculas que estão em desarmonia sem que isto represente agravamento nos centros vitais em descompensação.

A OUTRA VERIFICAÇÃO importantíssima foi que não são necessariamente os centros responsáveis pelas funções do cérebro (centro frontal) nem da parte mais sutil da mente (o coronário) os que estão como ponto mais evidente de descompensação energética. O centro esplênico, dirigindo, repercutindo e absorvendo as energéticas associadas ao baço, ao fígado e ao pâncreas - além de seus vínculos, que vão até os rins -, é o centro vital que padece todo o "peso" das desarmonias existentes no clima da depressão, por isso mesmo descarregando suas anomalias, em primeira instância, sobre os centros gástrico e genésico, daí surgindo o fato super comum dos depressivos sofrerem profundas alterações nos seus sentidos digestivo (perda ou exacerbação do apetite) e libidinoso (apatia sexual).

No agravamento do processo depressivo, o centro esplênico pede socorro ao centro cardíaco; como este é de freqüência mediana - enquanto o esplênico é de baixa freqüência -, ele logo se ressente dessa solicitação e, como não consegue atender às necessidades plenas daquele, se descompensa rapidamente. A partir desse ponto, toda a estrutura vital do paciente em depressão só se agrava.

Depois dessas evidências e dos muitos casos analisados, comparados e, sobretudo, tratados, posso hoje garantir que não basta boa vontade para se resolver tão grave questão. Como nos ensinou o mestre lionês Allan Kardec, é imperioso o estudo, o aprofundamento e a aplicação disso tudo com o magnetismo sendo bem executado.

Obviamente, um artigo como este não me permite explorar ou expor um tema tão rico e complexo em sua extensão e profundidade. Daí, escrevi um livro, recentemente lançado, que não só esclarece tudo isso como ainda detalha todos os passos das técnicas como vêm sendo usadas em várias casas e sempre apresentando resultados exuberantes.

Por fim, quero esclarecer que há ainda um tema que pede melhor abordagem e explicação, a fim de se fortalecer os que caíram nas garras dessa "dama do inexistir" bem como prevenir para que não cedamos aos deprimentes atrativos que ela expõe: é a esperança. A esperança que não se limita a esperar, mas a produzir e contribuir para que as coisas aconteçam. A esperança, um dos três mais importantes sentimentos destacados por Paulo aos Coríntios, pede uma melhor e mais ampla abordagem, a fim de que ela não esteja limitada a um "queira Deus", e sim que tenha a força de um "o que Deus quer que eu faça, o que será que Ele está esperando de mim, o que estará me dizendo com isso?" O livro que falo é A Cura da Depressão Pelo Magnetismo.

Por Jacob Melo.

  Destaquei o infinito rudimentar  Dos tempos de outrora em que Nem os sinais arianos que me definiam. Prospera os vestígios  que não ecoam ...