domingo, 22 de março de 2026

 Destaquei o infinito rudimentar 

Dos tempos de outrora em que
Nem os sinais arianos que me definiam.

Prospera os vestígios 
que não ecoam pela presença,
Que o avanço da maturidade existencial se cansa, antes mesmo de atingir o objetivo, 
as vezes letal, mas atingido, 
mais ainda, pelo silencio.

Deverá entender que a força do infinito,  que os astros definem na existência dos nascituros, após o verão,  não margeiam as guerras,
São elas por natureza,  mas a refrescam com os ventos etário, organizando o caos dos bombardeios que matou pretendem iniciar. 

Cuidem-se os asperosos se esperam calmaria dos que produzem tormentas.
Não naveguei em águas desconhecidas, ainda que avizinhaste a rota, pois os percalços são regras, mesmo que a esperança do destino seja aparentemente certa

domingo, 19 de maio de 2024

 

      Parece que recebi um soco na cabeça, busco equilibrar a sensação, controlando minha voz. Meus pés formigam à vontade de mover-lhes em direção contrária, mas, pondero, e permaneço imóvel, girando meus neurônios a organizar uma lógica que influencie o interlocutor emocionado.

Como é difícil as pessoas utilizarem a lógica, onde não cabe a emoção.

                            Temo que minha normalidade te confunda, e te deprima, porque a dor é uma sensação de existência e a ausência dela, se confunde com o nada.


segunda-feira, 20 de setembro de 2021

               


                                                Um segundo

                                                e tudo que era

                                                deixou de ser

                                                restou o aprendizado.




terça-feira, 15 de outubro de 2019









A caminho da audiência me sentia tranquila, reli com atenção a petição preparando-me para a instrução.
Muitas vezes demoro dias fazendo a petição, mas, a demora do judiciário na marcação da audiência me distancia tanto do que eu mesma escrevi, que as vezes me surpreendo ao reler a petição, e desta vez não foi de outro modo.
A base do pedido dependia de prova testemunhal, e tremi nas bases quando uma das testemunhas não veio e a única testemunha que tínhamos poderia ser contraditada, pois, minha cliente fora testemunha deste em outra reclamação.
Enquanto aguardávamos, ouvia o Advogado adverso chamar o nome da empresa e ficou andando de um lado para o outro, até que se apresentou e acenou com proposta de acordo.
Ainda, que grosso modo, houvesse uma oportunidade de revelia da empresa, pois, restavam cinco minutos para o início da audiência, obviamente, minha bola de cristal indicava que até o último segundo tudo poderia acontecer. Assim, elevando o valor do acordo para o dobro do ofertado, aceitamos, assim evitaríamos o risco de nossa única testemunha ser contraditada e perder a ação.
Tudo bem resolvido, findava, a princípio, o dia de trabalho, mas, ao sairmos ficamos sentados na sala de espera conversando. Minha colega Advogada, a cliente e a testemunha. O clima, a conversa genérica, a troca de pequenos fatos e histórias transformou o momento, e que se estendeu a caminho do restaurante da esquina e da carona até o metro, quando nos despedimos da testemunha, e seguimos as três juntas no metro.
O dia foi excelente! Mês que vem  cai na conta o valor do acordo.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

               



       Dela e dele, 
cada um com sua origem
cada um com seu destino
dela, a antiga lavanderia
dele, o Palacio da Policia
deles a cidade de Santos                                     
o ferro, dela ganhou a vida
a arma, dele tirou a liberdade
deles, vieram três, em duas idades
a separação a todos dispersou
de todos restaram filhos e pais,
dos filhos nasceram os netos
A cidade não é mais a mesma
Ela e ele não mais são,
Dela, Santos não tem mais filha
Dele, São Vicente fez moradia
dela o ferro abandonou
dele, nem a farda nem a arma
Deles a velhice, filhos e netos

cada um com sua origem
cada um com seu destino

terça-feira, 21 de maio de 2019



                   
                    Percebi a minha própria maturidade quando as pessoas perderam o dom de me colocar em saias justas.                     
                     Saias no plural mesmo, porque quem deseja impor uma situação para alguém, não se contenta com o primeiro obstáculo, e vai te empurrando "senões" e"porquês" a fim de atingir um objetivo.
                     É preciso muita maturidade para se desvencilhar de situações como estas.
                     É óbvio que, quando está esperando o "ataque", você prepara seu discurso desvencilhatório. Mas, quando é na surpresa, e você, sem preparo, que precisa ser coerente consigo mesmo, para não se deixar dominar pela vontade alheia em nome de sabe lá o que.
                      É um imenso prazer se deparar maduro, seguro daquilo que quer e também, do que não quer para si.
                     Isso se traduz em RESPEITO consigo mesmo, e descobre nesta pratica que as pessoas só fazem para você aquilo que você permite, e toma ciencia de que permitiu demais, por muito tempo e talvez por isso, as pessoas não te respeitam e tenta, ainda hoje,  te empurrar aquilo que querem, goela abaixo.
                      Os primeiros NÃOS  doem, assustam, e não raras as vezes as pessoas se colocam efusivamente contra sua resistência.
                        Aos poucos as pessoas se acostumam e passam a perceber que se não houver respeito não poderão conviver, e passam a respeitar seu jeito;
                       Não deixe que as pessoas confundam bondade com fraqueza, é possível ser bom e firme, é possível dizer não e ser gentil.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018


Fecho o livro intimo,
nem foi a primeira vez
desta vez chorei
não acorrentamos filhos
não queremos volta
tudo cresce e muda
e tudo se amolda

  Destaquei o infinito rudimentar  Dos tempos de outrora em que Nem os sinais arianos que me definiam. Prospera os vestígios  que não ecoam ...