terça-feira, 27 de outubro de 2015
Preparo um café. A quantidade de pó e açúcar será na quantidade que desejo receber de sabor. Nossa vida é regrada naquilo que oferecemos e o quanto desejamos receber, ou ao menos o que desejamos manter junto de nós. Se nenhuma atenção dou para um amigo ou um colega de estudos ou profissão, será como o café, ralo e pouco doce. Não quer dizer que o amigo não lhe tenha em conta, mas, a distancia diminui a afinidade. Quando mantemos o contato, mesmo que minimamente, demonstramos a importância desta pessoa para conosco e certamente ela recompensará com atenção igual ou ao menos próxima daquilo que ofertamos, o que não significa que temos o direito de cobrar a intensidade, haja vista que amizade e amor não se cobra, já que cobrado não cumpre o objetivo que se persegue. Quanto de Pó de atenção e açúcar da presença você tem utilizado para seu café amigo?
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Tão próximos vivemos daqueles que a distancia parece maior.
Infinitas potencialidades que se opõe aos destinos, algumas abstratas, tênues, outras tão materiais que firmam e reafirmam as contradições do destino.
Somos meros espectadores ou senhores destes destinos?
Cumprimos as linhas destinadas ou a escrevemos, de acordo com o que o próprio destino nos ensina à experiência de nosso traçado?
Saber a resposta, talvez altere nosso modo de ser e agir, talvez!
Certo é que a ausência, fundada em orgulho que distancia corações, não é livro, nem caderno, tão pouco uma reta a ser seguida. Faz sua própria história, mas, impõe corrigi-la em outro tempo, pois, aquele que não se educa ao tempo do destino, trilhará, em outro tempo, o mesmo aprendizado
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Amizade que distante fez-se noutro dia,
quando o laço de revigorante,
num intuito degradante,
desfez-se ainda que tardia.
Altiva em choro e lágrima,
a razão desobedecia,
lamenta agora a amizade,
que no coração jazia.
De tempo em tempo ela se lembra
com lamento e alegria ,
que plantava naquela amizade ouro,
e arvoreceu sem fruto em pleno dia.
domingo, 30 de agosto de 2015
sábado, 29 de agosto de 2015
terça-feira, 11 de agosto de 2015
quinta-feira, 25 de junho de 2015
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Estava sentada conversando, aguardando o desterro da alma querida,quando ela chegou e me beijou. Não era um carinho ou um cumprimento, o ato só ocorreu para que os expectadores observassem sua educação ou mesmo simpatia. Minha educação me estancou a vontade de negar ao Judas. Diferente de Judas, beijou-me na saída. Minha educação chegou no limite, mas, antes, ela partiu. Os efeitos irão ficar para a próxima. Espero que ninguém morra.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
segunda-feira, 4 de maio de 2015
O que espera de mim? No meu desespero compensa meus pensamentos com esperança. Porém nunca gera uma ação finita, que pode ser medida. É um ato abstrato que me move. Dá-me um passo, mas marcado ainda com a latência adormecida por aquele instante. E o que espera por mim? Suzana
Me resta a esperança de contar comigo mesma;me desvencilhar das amarras que esse estado de inércia me invade,e buscar no meu interior a força que irá me impulsionar a prosseguir,para o equilíbrio que necessito. - Raquel Figueiredo
Me resta a esperança de contar comigo mesma;me desvencilhar das amarras que esse estado de inércia me invade,e buscar no meu interior a força que irá me impulsionar a prosseguir,para o equilíbrio que necessito. - Raquel Figueiredo
sábado, 2 de maio de 2015
Até pensei que fosse eu,embora altiva nos meus princípios, ardia na culpa incompetente. Aflições e pensamentos desorganizavam minha estrutura e desabavam minhas convicções, quando nas sombras do meu desanimo refletiu em mim a tua estupidez. Revivi. Parti. Chorei também, mas os mortos são sempre os mortos.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Senhor do Céu e das razões, é o Mestre a nos ensinar com suas inesquecíveis palavras que o Céu não tem limites. Muitas guerras virão sem que o Céu se desvie do amor e da proteção aos seus filhos, mas, necessário que eles também lutem e se desvencilhe do mal, se desvirtuando das ciladas e dos desatinos. Pobres de espirito estarão rondando a carruagem da vida. Sucumbirá quem tiver olhos para as facilidades dos destinos. Crêem no teu Deus, mas, não abandonem a oração. São tão desmedidos para a luta, mas, sucumbirão ao destino destruído que corrói por dentro. Não lancem mão da paz e da ternura de teus irmãos, todos precisam de refugio quando as chamas da guerra e quando o triunfo do mal arrefecer na própria destruição. Não te zangues com as más palavras, elas só refletem medo.
Foge à ação, quando desconsiderado o carinho de afeto inconstante, versado no obstante que assusta mais do que oferece. E na conjuntura do necessário, um passo na direção do inevitável, é interesse ou mudança. E como desenrolar esta meada, sem as pontas do saber, sobra costura, sobram linhas e há duvida do prazer.
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Se andei e não cai muita coisa tenho para ver e para ouvir. Quisesse fosse só coisas boas, mas como poderia entendê-las não fosse as dificuldades conhecer. Se posso ver e ouvir com o coração, importante agora uma oração para as bênçãos do céu a nós descer e para ajudar a entender que o mais importante na vida é ao homem e a DEUS poder crer.
quinta-feira, 23 de abril de 2015
sexta-feira, 17 de abril de 2015
segunda-feira, 13 de abril de 2015
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Dia 21 de novembro a família Brasil se reuniu em Anitápolis em comemoração aos 100 anos de vinda da Alemanha de nossa Vó Maria Dlohy. Era para ser um evento familiar, para que os descendentes de Maria Dlohy, a maioria com idade entre 80 e 90 anos pudesse também se sentirem homenageados.
Coincidindo com nossa ida à Anitapolis, no inicio da semana recebi uma mensagem do Professor Anildo Schmtiz com a noticia de que os vereadores fizeram uma indicação à Camara Municipal de Anitapolis (indicação 047/2014) para uma mobilização em conjunto com a família do desbravador da cidade, Cicero Rodrigues Brasil e o seu filho, combatente da garganta, Sálvio Rodrigues Brasil no sentido de recuperar os jazidos e também pela construção de bustos fazendo menção aos mesmos, Informou também que as crianças e alguns professores enviaram uma carta ao Prefeito no mesmo sentido.
Após saber que iriamos no encontrar no dia 21, o Professor Anildo solicitou uma visita à escola Municipal para que as turmas que estudam o conteúdo histórico da cidade pudessem conhecer a família do Desbravador e do combatente da Garganta.
Fomos recebidos, em especial minha mãe Marieta, pelo Professor Anildo Schmitz, pelo Vereador Silvionei Fortcamp, pelos diretores, coordenadores e professores da escola Municipal EPURA (Escola Pública Unificada Ressignificando a aprendizagem).
As crianças ficaram alvoraçadas, fizeram muitas perguntas e entregaram uma cópia de uma Carta que foi entregue ao Prefeito com pedido no mesmo sentido da indicação feita pelos vereadores.
Algumas perguntas das crianças não puderam ser respondidas, o que nos motivou a procurar uma parente, hoje com 94 anos, filha de Cícero Rodrigues Brasil e irmã de Sálvio Rodrigues Brasil, Tia Bela (Isabel) que com sua lucidez respondeu grande parte.
No almoço do dia 21 tivemos a participação do ex-prefeito Saulo, e também do atual secretario da cultura e turismo, Hilson Fernandes. Participaram também o Professor Doutor da Universidade de Berlim, Ludovig EllenBerg, e Thiago Guimarães, agrônomo e morador da cidade cuja ajuda foi fundamental para o sucesso da reunião.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Que liberdade é essa que enclausura as pessoas nas grades da crítica. Minha juventude não tinha as correntes que hoje aprisionam as pessoas dentro de seus sentimentos que intitulam "luta pela democracia social".
Hoje tudo se resume na crítica, tudo é ruim, tudo é feio, tudo é preconceito, tudo é poder dos coxinhas.
Não tenho a liberdade de dizer do que gosto ou do que não gosto sem temer que isso se transforme em uma batalha de opiniões e acabe em alguma vara com processo de indenização ou na vara criminal porque alguém entendeu como ofensa.
A juventude outrora conhecida pelo gargalo da sociedade, fechou as cortinas dos grandes discursos históricos.
Perdeu o brilho e massificou tão violentamente seu poder de mudanças aliando-se a falsos partidários da democracia que ficou desacreditada por aqueles que ouviam dizer que finalmente o Gigante acordou.
Estamos às portas de uma eleição para PRESIDENTE e vejo os mesmos jovens que marcharam em nome do R$ 0,20 com bandeiras contra o Governo mostrando-se partidários destes mesmos agora.
Onde estão os Blacks, os bandeiras vermelhas, os mascarados, os democráticos, os socialistas?
Hoje tudo se resume na crítica, tudo é ruim, tudo é feio, tudo é preconceito, tudo é poder dos coxinhas.
Não tenho a liberdade de dizer do que gosto ou do que não gosto sem temer que isso se transforme em uma batalha de opiniões e acabe em alguma vara com processo de indenização ou na vara criminal porque alguém entendeu como ofensa.
A juventude outrora conhecida pelo gargalo da sociedade, fechou as cortinas dos grandes discursos históricos.
Perdeu o brilho e massificou tão violentamente seu poder de mudanças aliando-se a falsos partidários da democracia que ficou desacreditada por aqueles que ouviam dizer que finalmente o Gigante acordou.
Estamos às portas de uma eleição para PRESIDENTE e vejo os mesmos jovens que marcharam em nome do R$ 0,20 com bandeiras contra o Governo mostrando-se partidários destes mesmos agora.
Onde estão os Blacks, os bandeiras vermelhas, os mascarados, os democráticos, os socialistas?
Onde estão estes jovens? Onde estão o futuro do Brasil? (foto de Robert Banski)
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
terça-feira, 1 de julho de 2014
segunda-feira, 30 de junho de 2014
sábado, 17 de agosto de 2013
Saudade
Esta saudade, sem medida, sem extensão, ocupa nosso coração e nosso pensamento. Que pudesse o tempo nos dar o gozo do retrocesso, nem que fosse por um mínuto. Mas o tempo, Senhor de todas as razões, sabe que se assim fizesse, ninguém conheceria a Sra Saudade, que faz do poeta o melhor artista.
Esta saudade, sem medida, sem extensão, ocupa nosso coração e nosso pensamento. Que pudesse o tempo nos dar o gozo do retrocesso, nem que fosse por um mínuto. Mas o tempo, Senhor de todas as razões, sabe que se assim fizesse, ninguém conheceria a Sra Saudade, que faz do poeta o melhor artista.

A baderna era geral, mas, mantinha-se a aparencia de uma familia unida. O tempo mostrou a desordem, de idéias e ideais. Nutria-se uma vontade de comandar a vida alheia e quem cometesse o deslize de se manifestar contra, um tumulto enorme em nome da união era prescedido. Quanta desordem unida e quanta satisfação alheia produzia. E como toda satisfação embazada em unidades de descontentamento, aos poucos ruiu. Resultou em liberdade. Reclamam perderem os laços, mas, o reclamo é porque perderam também os cabresto.
sábado, 29 de junho de 2013
No fulgor de mostrar força e coragem, aumentado o tom da voz grave a disfarçar o tremor. Baques e abates dos conturbados desafios da vida e as cobranças naturais que carregam o destino a cada dia reforça mais a dureza da casca, já que o interior ainda mais abatido pelos desatinos. Novos horizontes contornavam o roteiro, mas, nem mesmo as cores que prometiam um tom mais cor-de-rosa não pode decepcionar. A natureza nem sempre devolve em flores o gotejamento das águas e o calor do sol sobre as sementes. Nem mesmo a crença de que a natureza é sabia é capaz de fazer renascer que ela mesma tirou.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
domingo, 12 de agosto de 2012
Caixa de Pandora
Cada dia mais deparo com transformações no meu "eu" interior de modo a desagradar a mim mesma.
Em que pese orgulhar do desprendimento de diversas coisas inúteis que antes me pareciam caras, há sentimentos que se apagam que gostaria de manter em mim mesma.
Por mais que conheça as portas dentro do meu coração, as quais, umas podem ser abertas e outras devem ser fechadas, o exterior teima em escancarar portas que jamais deveriam se abrir, como a caixa de pandora.
Necessário crer na habilidade do amor e do equilíbrio, desenvolvendo-as com a mesma intensidade que os arrojos do exterior teimam afetar meus sentimentos.
terça-feira, 22 de maio de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
No retrocesso de teus passos, segues agora adiante, conduzindo-te na evolução do teu espirito, pois que antes enfrentaste o orgulho e tiraste as amarras de teus pés, quando então, envolvida, destes asas ao teu juízo. Volta refaz-te e recupera a admiração dos queridos reinando muito mais dentro de ti mesmo. Volte e renova-te no antigo caminho que te levará ao mundo dos que amam e precisam ser amados!
Suzana
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Entregaste a tentação e não esperavas tua própria reação.
Inadvertidos, somos eternos inadvertidos conosco mesmo,
falta-nos o dissernimento ou conhecimento de nossa pobre alma humana
Se diferente fossemos, que graça teria o futuro, mesmo que imediato, da reação que supreende a nós mesmos.
Crê no teu coração e alia-te a tua razão para seguir em frente.
Inadvertidos, somos eternos inadvertidos conosco mesmo,
falta-nos o dissernimento ou conhecimento de nossa pobre alma humana
Se diferente fossemos, que graça teria o futuro, mesmo que imediato, da reação que supreende a nós mesmos.
Crê no teu coração e alia-te a tua razão para seguir em frente.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Poderia ser pior
O importante não é saber que as coisas e as pessoas não são como voce gostaria que elas fossem, mas, constatar que poderiam ser piores.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
navegando
Desliza pela vida navegando com equlibrio
Sustenta-te sempre ao rumo do teu destino
embora as raias desafiam o horizonte
segure firme, remando contra as adversidades
Sustenta-te sempre ao rumo do teu destino
embora as raias desafiam o horizonte
segure firme, remando contra as adversidades
sábado, 10 de setembro de 2011
Sobras da caixa de Pandora
Onde errei?
Foi no amor e na proteção ou na pratica da liberdade com os freios da honestidade e o pulso de certos limites?
Quando e porque perdi? Foi quando busquei meios para sobreviver ou quando fui ingenua e não visualizar que os meios não justificam os fins?
De tudo só sobrou o que sobreviveu na caixa de pandora.
Foi no amor e na proteção ou na pratica da liberdade com os freios da honestidade e o pulso de certos limites?
Quando e porque perdi? Foi quando busquei meios para sobreviver ou quando fui ingenua e não visualizar que os meios não justificam os fins?
De tudo só sobrou o que sobreviveu na caixa de pandora.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Ninguém sabe o quanto é dificil negar a si mesmo ou ter forçosamente que modificar sua ingenuidade, sua simplicidade e esconder usa emoção,
Pois é, assim me sinto diante de algumas pessoas.. Não pensem que são pessoas do trabalho ou um conhecido qualquer, falo de pessoas Muito próximas..
A defesa da mudança de atitude em regra é dizer a si mesma que esta mudança é para melhor..que voce se fortaleceu..
Ledo engano.. quando se está consigo mesmo não é possivel mentir para si, sem aquela sensação de que tudo foi muito falso e vazio.
Fico a imaginar se um dia isso cessará.. se com a idade as coisas terão menos importancia... mas, uma coisa teho certeza, quanto menos importancia eu dou as coisas, mais trsite me parece a vida futura, pois, como é bom se importar com ascoisas e as pessoas.
Pois é, assim me sinto diante de algumas pessoas.. Não pensem que são pessoas do trabalho ou um conhecido qualquer, falo de pessoas Muito próximas..
A defesa da mudança de atitude em regra é dizer a si mesma que esta mudança é para melhor..que voce se fortaleceu..
Ledo engano.. quando se está consigo mesmo não é possivel mentir para si, sem aquela sensação de que tudo foi muito falso e vazio.
Fico a imaginar se um dia isso cessará.. se com a idade as coisas terão menos importancia... mas, uma coisa teho certeza, quanto menos importancia eu dou as coisas, mais trsite me parece a vida futura, pois, como é bom se importar com ascoisas e as pessoas.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
É dando que se recebe
Perto do Santuário a fila de pessoas identifica a agonia dos pedidores
Buscam na imagem o fio de ligação com o infinito
Esquecem que o apreço do criador está na ação que antecipa o afã
Não percebem que o ato de pedir e dar possui o mesmo movimento palmar
Para receber e necessário igualar os favores.
Buscam na imagem o fio de ligação com o infinito
Esquecem que o apreço do criador está na ação que antecipa o afã
Não percebem que o ato de pedir e dar possui o mesmo movimento palmar
Para receber e necessário igualar os favores.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Uma infinidade de coisas aconteceram em minha vida, mas, a mais importante foi aprender o que é consideração.
Depois de tanta turbulencia que vivi toda minha vida meu mundo tornou-se um tanto mais tranquilo no que diz respeito a vida familiar, embora seja impossivel ter familia sem um certo desgaste.
Cada pessoa, que de um modo ou de outro eu convivi, apresenta uma maneira diferente de ser ou de agir, que muitas vezes acho demasiadamente conflitante, ao menos dentro dos padrões que acho serem razoáveis.
E a questão é essa, como conviver com alguém que é totalmente contrario aos principio minimos que voce acha toleravel? E é nesse ponto que entra a consideração.
Quando voce consegue entender que cada ser tem diferentes "bagagens" de conhecimento, de moral, de amor entre outras coisas, passa a entender que cada pessoa tem um alcance de comprensão e em razão disso age desta maneira ou de forma diversamente proporcional, pois, a falta de "bagagem" ou seu excesso o faz agir daquela forma.
A melhor maneira de se viver bem é através da consideração e do respeito a todos.
A consideração é o ato que faz voce trocar de posição com seu semelhante, nem queseja mentalmente, a fim de entender o que voce sentiria se estivess no lugar dele.
Assim, é tendo consideração para com o próximo é que se consegue viver bem consigo mesmo.
Depois de tanta turbulencia que vivi toda minha vida meu mundo tornou-se um tanto mais tranquilo no que diz respeito a vida familiar, embora seja impossivel ter familia sem um certo desgaste.
Cada pessoa, que de um modo ou de outro eu convivi, apresenta uma maneira diferente de ser ou de agir, que muitas vezes acho demasiadamente conflitante, ao menos dentro dos padrões que acho serem razoáveis.
E a questão é essa, como conviver com alguém que é totalmente contrario aos principio minimos que voce acha toleravel? E é nesse ponto que entra a consideração.
Quando voce consegue entender que cada ser tem diferentes "bagagens" de conhecimento, de moral, de amor entre outras coisas, passa a entender que cada pessoa tem um alcance de comprensão e em razão disso age desta maneira ou de forma diversamente proporcional, pois, a falta de "bagagem" ou seu excesso o faz agir daquela forma.
A melhor maneira de se viver bem é através da consideração e do respeito a todos.
A consideração é o ato que faz voce trocar de posição com seu semelhante, nem queseja mentalmente, a fim de entender o que voce sentiria se estivess no lugar dele.
Assim, é tendo consideração para com o próximo é que se consegue viver bem consigo mesmo.
domingo, 1 de maio de 2011
Obama versus Osama Bin Laden: fim de uma era?
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Obama versus Osama Bin Laden: fim de uma era?
No Brasil, aproximadamente 1 hora da manhã, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que Obama Bin Laden, considerado o principal mentor dos ataques aos americanos que culminaram com a queda das Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001, está morto e que o país tem o corpo do terrorista mais procurado de todos os tempos
http://rastreiodecozinha.blogspot.com/2011/05/obama-versus-osama-bin-laden-fim-de-uma.html
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou, às 00h35 desta segunda-feira (02), a morte do terrorista Osama Bin Laden, que desde 2001 era tido como o "inimigo número um" do Ocidente. A informação começou a ser veiculada pelos veículos de comunicação norte-americanos por volta das 23h de domingo (01), mas só foi ratificada após o pronunciamento da Casa Branca.
De acordo com Obama, a morte foi consequência de uma ação de inteligência do Exército americano em parceria com o Paquistão que localizou o terrorista durante a semana e conseguiu eliminá-lo em um esconderijo nos arredores de Islamabad. "Matar Bin Laden sempre foi nossa prioridade número 1. Depois de muitos anos, conseguimos", afirmou o presidente norte-americano, que assegurou, ainda, que nenhum civil foi morto na ofensiva.
Segundo a rede americana de televisão CNN, o corpo do terrorista estaria em poder das autoridades dos Estados Unidos. Apesar de comemorar a morte do líder da rede terrorista Al Qaeda, Barack Obama salientou que a luta dos EUA não deve ser encarada como uma guerra contra o islamismo. "A morte de bin Laden é a maior conquista na luta contra o terrorismo. Nossa guerra não é contra o Islã. É contra a Al Qaeda e o terrorismo", garantiu.
Em seu pronunciamento em cadeia nacional, o presidente norte-americano disse, ainda, que havia comunicado ao presidente do Paquistão a decisão de investir contra o terrorista. "Eu já tinha avisado que atuaria dentro do território do Paquistão se soubesse onde Bin Laden estava. Hoje avisei ao presidente (do Paquistão) e reafirmei que não estamos em guerra contra o país", completou.
De acordo com as primeiras informações divulgadas, Osama Bin Laden foi morto dentro de uma mansão, após ataque da ofensiva norte-americana. As bases militares norte-americanas também foram preparadas, horas antes do pronunciamento oficial, contra qualquer tipo de contra-ataque das lideranças da Al Qaeda. Assim que a possibilidade da morte de Osama Bin Laden começou a ser veiculada pelas redes de televisão norte-americanas, milhares de cidadãos começaram a se dirigir em direção à Casa Branca. Durante a madrugada, a população saudou, de forma eufórica, o anúncio.
O terrorista
Americanos se reuniram em frente à Casa Branca para comemorar o anúncio
Procurado há pelo menos dez anos pelos EUA, Osama Bin Laden é considerado o mentor intelectual dos atentados de 11 de setembro de 2001, que derrubou as Torres Gêmeas do World Trend Center, em Nova York, e deixou cerca de 3 mil mortos. O terrorista também é conhecido por ataques a alvos norte-americanos na África e no Oriente Médio na década de 1990.
Após os atentados em NY, ele tornou-se o homem mais procurado do mundo, com uma recompensa de US$ 25 milhões por sua cabeça. Desde então, Bin Laden passou a ser buscado por dezenas de milhares de soldados dos Estados Unidos e do Paquistão.
O líder da Al Qaeda nasceu na Arábia Saudita em 1957, em uma família de mais de 50 irmãos. Ele era filho do magnata da construção Mohamed bin Laden. Seu primeiro casamento foi com uma prima síria aos 17 anos. Acredita-se que ele tenha tido 23 filhos com ao menos cinco esposas.
(com informações do G1, e da da GloboNews)
Obama versus Osama Bin Laden: fim de uma era?
No Brasil, aproximadamente 1 hora da manhã, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que Obama Bin Laden, considerado o principal mentor dos ataques aos americanos que culminaram com a queda das Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001, está morto e que o país tem o corpo do terrorista mais procurado de todos os tempos
http://rastreiodecozinha.blogspot.com/2011/05/obama-versus-osama-bin-laden-fim-de-uma.html
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou, às 00h35 desta segunda-feira (02), a morte do terrorista Osama Bin Laden, que desde 2001 era tido como o "inimigo número um" do Ocidente. A informação começou a ser veiculada pelos veículos de comunicação norte-americanos por volta das 23h de domingo (01), mas só foi ratificada após o pronunciamento da Casa Branca.
De acordo com Obama, a morte foi consequência de uma ação de inteligência do Exército americano em parceria com o Paquistão que localizou o terrorista durante a semana e conseguiu eliminá-lo em um esconderijo nos arredores de Islamabad. "Matar Bin Laden sempre foi nossa prioridade número 1. Depois de muitos anos, conseguimos", afirmou o presidente norte-americano, que assegurou, ainda, que nenhum civil foi morto na ofensiva.
Segundo a rede americana de televisão CNN, o corpo do terrorista estaria em poder das autoridades dos Estados Unidos. Apesar de comemorar a morte do líder da rede terrorista Al Qaeda, Barack Obama salientou que a luta dos EUA não deve ser encarada como uma guerra contra o islamismo. "A morte de bin Laden é a maior conquista na luta contra o terrorismo. Nossa guerra não é contra o Islã. É contra a Al Qaeda e o terrorismo", garantiu.
Em seu pronunciamento em cadeia nacional, o presidente norte-americano disse, ainda, que havia comunicado ao presidente do Paquistão a decisão de investir contra o terrorista. "Eu já tinha avisado que atuaria dentro do território do Paquistão se soubesse onde Bin Laden estava. Hoje avisei ao presidente (do Paquistão) e reafirmei que não estamos em guerra contra o país", completou.
De acordo com as primeiras informações divulgadas, Osama Bin Laden foi morto dentro de uma mansão, após ataque da ofensiva norte-americana. As bases militares norte-americanas também foram preparadas, horas antes do pronunciamento oficial, contra qualquer tipo de contra-ataque das lideranças da Al Qaeda. Assim que a possibilidade da morte de Osama Bin Laden começou a ser veiculada pelas redes de televisão norte-americanas, milhares de cidadãos começaram a se dirigir em direção à Casa Branca. Durante a madrugada, a população saudou, de forma eufórica, o anúncio.
O terrorista
Americanos se reuniram em frente à Casa Branca para comemorar o anúncio
Procurado há pelo menos dez anos pelos EUA, Osama Bin Laden é considerado o mentor intelectual dos atentados de 11 de setembro de 2001, que derrubou as Torres Gêmeas do World Trend Center, em Nova York, e deixou cerca de 3 mil mortos. O terrorista também é conhecido por ataques a alvos norte-americanos na África e no Oriente Médio na década de 1990.
Após os atentados em NY, ele tornou-se o homem mais procurado do mundo, com uma recompensa de US$ 25 milhões por sua cabeça. Desde então, Bin Laden passou a ser buscado por dezenas de milhares de soldados dos Estados Unidos e do Paquistão.
O líder da Al Qaeda nasceu na Arábia Saudita em 1957, em uma família de mais de 50 irmãos. Ele era filho do magnata da construção Mohamed bin Laden. Seu primeiro casamento foi com uma prima síria aos 17 anos. Acredita-se que ele tenha tido 23 filhos com ao menos cinco esposas.
(com informações do G1, e da da GloboNews)
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Sexta-feira 13
Sexta-feira 13
A superstição foi relatada em diversas culturas remontadas muito antes de Cristo.
Existem histórias remontadas também pela mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituidos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos.
Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa.
Outra possibilidade para esta crença está no fato de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.
Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio.
Note-se também que, no Tarô, a carta de número 13 representa a Morte.
(Fonte: Wikipédia)
Publicada por Pedro Cuadrado em Sexta-feira, Abril 29,
A superstição foi relatada em diversas culturas remontadas muito antes de Cristo.
Existem histórias remontadas também pela mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituidos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos.
Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa.
Outra possibilidade para esta crença está no fato de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.
Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio.
Note-se também que, no Tarô, a carta de número 13 representa a Morte.
(Fonte: Wikipédia)
Publicada por Pedro Cuadrado em Sexta-feira, Abril 29,
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Agora Ines é morta"
Inês de Castro
Por Antony C. Bezerra*
"Com respeito aos dramas de Inês, considero como tradição histórica não só o amor de perdição do herdeiro da coroa e o seu desenlace sangrento, mas também os seus reflexos de além-tumba."
(Carolina de MICHAËLIS)
"Agora é tarde, Inês é morta". Poucos são os que nunca ouviram ou mesmo disseram essas palavras. No entanto, poucos também são os que têm conhecimento da origem da frase. Quem é â??essaâ?? Inês? Como ou quando morreu? Se, em nosso país, dúvidas é o que há quanto às mencionadas questões, no além-mar, mais precisamente, em terras lusitanas, não será português aquele que não souber tratar-se, Inês, de uma dama galega - Inês de Castro. Tem-se conhecimento, igualmente, de que foi o amor que a conduziu ao fim, à morte. Fato histórico notório no plano de Portugal, foi recuperado várias vezes em produções artísticas, literárias ou não, no plano luso ou não.
Antes de mais, bom que se saiba que verdade histórica e mito tendem a se confundir no imaginário advindo do episódio que envolve Inês de Castro e seu amante, o futuro rei de Portugal D. Pedro, filho de D. Afonso IV. É um dos não poucos momentos em que o mito (nas palavras de Fernando PESSOA, "o nada que é tudo") assume ares de fato. Se se levar em conta que a raiz da História, em seus relatos inicialmente orais e depois escritos, reside nos mitos, parece mais natural que surpreendente a forma como é encarada a história de amor e morte de uma mulher que, por seus encantos, teve uma imerecida ruína.
Está-se em meados do século XIV, em Portugal, e D. Afonso IV, antepenúltimo rei da dinastia de Borgonha, é o soberano que comanda o país. O momento histórico não é despido de tensões. Sua própria ascensão ao trono é problemática. Sabedor de que seu pai, D. Dinis, tinha o propósito de alçar à condição de rei o filho bastardo Afonso Sanches, o infante desencadeia uma guerra civil que se estenderia de 1320 a 1324. Entre 1336 e 1338, já rei, D. Afonso IV tem de conviver com guerras entre as duas nações ibéricas. Logo depois, em 1340, em decorrência dos avanços marroquinos sobre a península, unem-se Portugal e Espanha para impedir uma das últimas investidas mouras sobre a região européia. A Batalha do Salado, desairosa para os sarracenos, marca a afirmação da posse luso-hispânica sobre o seu próprio território.
D Pedro I
Durante o período, surge um fato que, tendo um papel de segunda plana no que diz respeito a questões de natureza política, acaba por causar grande comoção nacional. De certa forma (e como observa Haquira OSAKABE), materializa um sentimento que, extensivamente, irá caracterizar o espírito lusitano: a saudade, aflorada pelo sacrifício de Inês de Castro.
Nascida em Monforte, no ano de 1325, Inês de Castro era filha bastarda de um notável cavaleiro galego (primo, inclusive, de D. Pedro), Pedro Fernández de Castro, com a portuguesa Aldonza Suárez de Valladares. Em 1340, segue a Portugal no séquito de D. Constança Manoel, prometida do herdeiro do trono lusitano. O infante, sempre insatisfeito com as uniões matrimoniais que lhe eram impostas, dispensara a primeira noiva quando esta contava apenas 14 anos, de fraca que era. Do compromisso com Constança, entretanto, não houve como evadir-se. Casaram-se, mas desde cedo o nobre lusitano deixou-se levar pelos encantos de uma dama (sua prima em segundo grau) loira e de olhos verdes - precisamente, Inês de Castro. Refratário a uniões arranjadas, D. Pedro desejava mesmo compartilhar sua existência com Inês, situação, a princípio, impedida pela condição de ambos.
Ainda casado, já Pedro travava relações amorosas com Inês (e, por isso, condenáveis). O infante, mais que insatisfeito com o casamento, abandonava a mulher à própria sorte (dias de caça, longe de casa, era o que havia), o que a ele valiam muitas críticas do rei, seu pai. Para contornar a constrangedora situação, acabou, Inês de Castro, por ser convidada para madrinha de Fernando, primogênito do casal Pedro e Constança e futuro comandante dos destinos portugueses. De nada adiantou. Como medida extrema, D. Afonso IV forçou Inês ao exílio, e esta veio a se alojar no castelo de Albuquerque, Espanha, próximo à raia alentejana. Eis que, em 1354*, morre Dona Constança ao dar à luz o terceiro filho. Abriu-se, então, o caminho para que os amantes passassem a viver um na companhia do outro. E foi, de fato, o que se sucedeu: D. Pedro mandou vir da Espanha a sua amada. Passaram a morar - ora juntos, ora separados - em Lourinhã e em Moledo.
Tudo eram rosas, até que o rei e seus conselheiros - bem como considerável parcela dos vassalos - passaram a ver perigo nos laços amorosos entre os o infante e a dama galega. A razão? Os dois irmãos da bela Inês - Álvaro Pires de Castro e Fernando de Castro -, cujos anseios pelo poder amedrontavam os portugueses, para os quais era incogitável retornar ao jugo castelhano. Foram responsáveis, inclusive, por que D. Pedro se envolvesse em questões castelhanas, o que, segundo D. Afonso IV, poderia abalar a independência lusitana.
O quadro português, já tenso, sofre um duro golpe com a proliferação da peste negra (em 1348 a 1349). D. Fernando, filho legítimo de Dona Constança e de D. Pedro , vê a sucessão ao trono ameaçada pelos bastardos de Inês. A insatisfação se espraia pelo reino. Culpados para um tal panorama deviam ser encontrados - e, de fato, encontrou-se: Inês de Castro. Incentivado por três de seus conselheiros - Pedro Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco -, D. Afonso IV toma uma medida extrema: decide pela morte da amante do filho.
Os primeiros dias do ano de 1355 são utilizados pelo rei e por seus conselheiros para discutir a melhor forma de pôr os seus macabros intentos em prática. No dia 7 de janeiro, partem, o rei e gente sua, em direção a Coimbra, com o fito de tirar a vida da que ameaçava a estabilidade do reino de Portugal. Em vão foram os apelos de Inês em benefício próprio e de seus três filhos (entre eles, aquele que seria o inaugurador da Casa de Avis, D. João I). Embora, conforme reza o mito, tenha, o soberano, vacilado quanto a matar ou não Inês, foi degolada aquela que tão cara era ao infante D. Pedro. De imediato, o corpo da vítima foi trasladado para a igreja de Santa Clara.
Inês de Castro suplica clemência aos seus algozes
A reação do novamente viúvo não poderia ser senão de revolta. Unido aos Castro e com um exército considerável, partiu com um desejo mortal de vingança sobre o império paterno, chegando mesmo a impor um cerco à cidade do Porto. Por intervenção a rainha Beatriz, mãe de Pedro, pai e filho acabaram por assinar a paz. Mas o infante ainda tinha ânsias de fazer com que se pagasse pelo mal cometido.
Quando, em 1357, morre D. Afonso IV, e D. Pedro I passa a comandar os destinos de Portugal, tem, como um de seus primeiros atos, demandar a extradição, para seu país, dos responsáveis pela morte da bela Inês. E assim foi. Devido a um tratado estabelecido com Pedro, o Cru, rei de Castela (onde estavam os algozes), dois dos assassinos - Pedro Coelho e Álvaro Gonçalves - vão enfrentar o seu fatum na terra natal. Não se sabe ao certo, mas, novamente segundo o mito, um deles teve o coração arrancado pela frente, e o outro, por trás. Longe de dúvidas mesmo está que o terceiro procurado, Diogo Lopes Pacheco, acabou por fugir para terras francesas.
Depois desses fatos, os relatos que há em torno das atitudes de D. Pedro I tanto podem soar a verdade como a implausibilidade. Veras são a trasladação do corpo de Inês de Santa Clara a uma bela lápide construída no Mosteiro de Alcobaça (em 1361) e a declaração da morta como rainha (D. Pedro I revelara, em 1360, ter-se casado secretamente com ela). Comprovadas ainda são a bela estátua sepulcral que se mandou erguer em homenagem à rainha, bem como as grandiosas exéquias promovidas pela ocasião do transporte do corpo. No entanto, a lenda também se faz presente. Conta-se que Pedro teria promovido o beija-mão e o coroamento ao cadáver de Inês de Castro. Diz-se ainda que o soberano tivera o cuidado, ao dispor o seu túmulo e o de sua amada no referido mosteiro, de postar as lápides não lado a lado, mas pé com pé. Para quê? Quando tivessem, ambos, de se acordar no juízo final, poderiam um olhar nos olhos do outro. O oitavo rei de Portugal, motivado pelos fortes sentimentos que o uniam a sua amada, agiria, de acordo com as palavras do historiador Fernão LOPES, motivado por um "grande desvairo".
Túmulo de Inês de Castro
Tal foi a comoção nacional despertada pelos acontecimentos - e pela aura de mito que em torno deles se criou - que não passaria, a história de amor entre D. Pedro I e Inês de Castro, incólume na produção artística, seja de Portugal, seja mesmo de outras nações européias. De acordo com o historiador contemporâneo José Hermano SARAIVA, mais de 120 composições musicais foram elaboradas, somente na Itália, tendo por tema o caso de amor. Em França, Henry de MONTHERLAND compôs a peça teatral La Reine Morte; na Espanha, Amor, Corona y Muerte foi o título que Alejandro CASONA deu a sua peça inesiana. Mas foi na pátria do ocorrido, como não poderia deixar de ser, que as obras literárias acerca do tema proliferaram, promovendo-se enfoques que não podiam senão ecoar de forma profunda a alma lusitana.
Os primeiros textos de que se tem notícia a enfocar o drama do "Romeu e Julieta português" (nas palavras de Alexandra MARTINS) são de Fernão LOPES (1380?-1460?), cronista que conduz a historiografia lusitana a novas perspectivas, ao filtrar as lendas dos fatos. Ansiava por "escrever verdade, sem outra mistura." Supõe-se que suas crônicas [1] abarcassem do primeiro rei de Portugal (D. Afonso Henriques) até o momento histórico vivido pelo autor. No entanto, apenas três desses textos resistiram ao tempo, a saber: Crônica de D. Pedro, Crônica de D. Fernando e Crônica de D. João I. É precisamente a primeira aquela que relata a história de Inês. Serviu-se, LOPES, de historiadores da época do acontecido e de documentos que ao tempo do historiador chegaram.
Outros historiadores do Humanismo lusitano também se ocuparam da temática, como foi o caso de Rui de PINA (1440-1552) e Cristóvão Rodrigues ACENHEIRO (1474-1536?), que, sobre a reconciliação entre D. Afonso IV e o inconsolável filho, escreveu: "E vendo os povos de Portugal os estragos da terra disseram que se conviessem, se não os que não podiam sofrer."
Frontispício de Cancioneiro Geral
Em termos propriamente literários - pensando-se em obras pautadas num fim estético -, é nas "Trovas à Morte de D. Inês de Castro" que o desaparecimento da amante do infante tem seu debute. Redigidas por Garcia de RESENDE (1470?-1536), a composição é publicada no Cancioneiro Geral (1516), obra coligida pelo mesmo autor. É uma recolha de textos líricos, lírico-narrativos e lírico-dramáticos produzidos no âmbito do paço, a chamada poesia palaciana. A composição de RESENDE tende a fundir várias referências literárias, desde elementos da cultura clássica até práticas eminentemente medievais, como no momento em que o eu-lírico se dirige à audiência. O alçar-se à condição de heroína uma figura histórica é uma das inovações mais significativas que o poeta operou. Seguem três estrofes das trovas. Na primeira, fala Inês, já cumprido o seu destino. Na segunda, um de seus algozes, cavaleiro de D. Afonso IV, detém a voz. A derradeira, emitida pelo eu-lírico, é o desfecho do poema.
"Qual será o coração,
tão cru e sem piedade,
que lhe não cause paixão
ua tão grã crueldade
e morte tão sem razão?
Triste de mim, inocente,
que por ter muito fervente
lealdade, fé, amor,
ó príncipe, meu senhor,
me mataram cruamente."
[...]
"â??Com sua morte escusareis
muitas mortes, muitos danos;
vós, senhor, descansareis,
e a vós e a nós dareis
paz para duzentos anos:
o príncipe casará,
filhos de bênção terá,
será fora de pecado.
Quâ??agora seja anojado,
amanhã lhâ??esquecerá!â??"
[...]
"Em todos os seus testemunhos
a declarou por mulher,
e por sâ??isto melhor crer,
fez dois ricos moimentos,
em quâ??ambos vereis jazer
rei, rainha, coroados,
mui juntos, não apartados,
no cruzeiro dâ??Alcobaça.
Quem puder fazer bem, faça,
pois por bem se dão tais grados.
Se Garcia de RESENDE promoveu a estréia de Inês no plano literário, é Luís de CAMÕES (1525?-1580), a grande referência da poesia lusitana ao lado de Fernando PESSOA, que se responsabiliza por consagrar a temática. Em Os Lusíadas, grande épico do povo português, o autor inclui o episódio de Inês de Castro (que, longe de catalisar a ação, mostra-se complementar à história das conquistas lusitanas). Eis uma estância (das 18 que há) a enfocar a temática. Está no Canto III de Os Lusíadas.
"Tirar Inês ao mundo determina,
Por lhe tirar o filho que tem preso,
Crendo co sangue só da morte indina
Matar do firme amor o fogo aceso.
Que furor consentiu que a espada fina,
Que pôde sustentar o grande peso
Do furor Mauro, fosse alevantada
Contra hua fraca dama delicada?"
Contemporâneo de CAMÕES e classicista como este, António FERREIRA (1528-1569) compõe a Tragédia de D. Inês de Castro, drama que, sem abrir mão da estrutura clássica, contempla um fato histórico de Portugal. Trata-se, um tal comportamento, de uma renovação do gênero, uma vez que se deixa de lado a mera imitação aos modelos da Antigüidade. A obra de FERREIRA é relevante, ainda, por conferir humanidade às personagens, que longe estão de ser indivíduos de comportamento linear. O trecho a seguir mostra Inês a pedir clemência ao soberano D. Afonso IV. Foi extraído do IV Ato.
"INÊS - Meu senhor,
Esta é a mãe de teus netos. Estes são
Filhos daquele filho, que tanto amas.
Esta é aquela coitada mulher fraca,
Contra quem vens armado de crueza.
Aqui me tens. Bastava teu mandado
Para eu segura e livre tâ??esperar,
Em ti e em minhâ??inocência confiada.
Escusarás, Senhor, todo este estrondo
Dâ??armas e cavaleiros; que não foge,
Nem se teme a inocência da justiça."
Durante o período romântico (século XIX), há autores que, embalados pela recuperação do passado nacional, ocupam-se da história da mulher que foi rainha depois de morta. Adepto de ideais simbolistas e saudosistas, António PATRÍCIO (1878-1930) será autor do poema dramático Pedro o Cru, que não despreza o episódio de D. Inês de Castro. Ainda no plano do Saudosismo (movimento nacionalista que, associado à Renascença Portuguesa, algumas relações manteria com o Modernismo lusitano), destacou-se a figura de Teixeira de PASCOAES (1877-1952) a ocupar-se do tema da morte de Inês. A faceta místico-histórica de Fernando PESSOA (1888-1935), mais que natural, não despreza a temática, bem como farão Jaime CORTESÃO (1884-1960) e Ângelo LIMA (1872-1921), autor do poema "Inês de Castro".
No plano da segunda metade do século XX, cabe destaque à poetisa Fiama Hasse Pais BRANDÃO (1938-), com o seu "Inês de Manto", vindo a lume em 1971. É o adorno daquela que, só após morrer, é reverenciada como merece.
"O vestido dado
como a choravam
era de brocado
não era de escarlata
Também de pranto
e vestiram toda
era como um manto
mais fino que roupa"
Num tempo mais próximo da atualidade - o que só vem a demonstrar a transtemporalidade da temática de Inês de Castro -, Augustina BESSA-LUÍS (1922-) publica asAdivinhas de Pedro e Inês, de 1986. Num texto que transita entre o literário, o histórico e o biográfico, a autora enfoca o rei D. Pedro I, com referências contínuas, claro está, ao enlace amoroso do soberano com a dama galega. O trecho a seguir mostra João das Regras, personagem histórica, a comentar o suposto casamento entre o infante e a sua amante.
"Mas quanto a D. Pedro ter casado, nunca tive dúvidas; tive só escrúpulos em o afirmar, mas não dúvidas... Eu não provei nada. Limitei-me a calar as bocas, que a política não se faz com murmúrios. [...] Há uma regra que ainda aplico: apoio a tua causa nos modelos estereotipados da opinião popular."
Objeto de considerável produção artística, Inês de Castro parece não ter morrido em vão. Se não para manter airosos os destinos de Portugal, como ansiavam os seus algozes, ao menos para, fenecendo, eternizar-se como a representação deste sentimento tão português que é a saudade. Nesse processo, a mitificação é capital, e redefine os conceitos de realidade e verosimilhança quando se depara com a obra literária, capaz de reunir todos os discursos num só.
NOTA
[1] Crônica, no sentido que aqui se apresenta, é o relato de acontecimentos sob uma ordenação cronológica.
Antony C. Bezerra é colaborador do HISTORIANET.
Mestre e doutorando em Teoria da literatura pela Universidade Federal de Pernambuco; Professor de Literatura portuguesa e de Literatura da língua inglesa na Universidade Salgado de Oliveira, em Recife.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Andar a Toa
"Em algumas aldeias perdidas das Beiras ou de Trás-os-Montes talvez ainda seja possível pedir uma toa e encontrar alguém que lha traga. A toa é, simplesmente, a corda ou a tira de couro que serve para levar os animais a reboque. A sirga, para ser um pouco mais preciso. Assim, andar à toa quer dizer ser conduzido por alguém sem se saber para onde nem porquê."
Roby Amorim, Elucidário dos Conhecimentos Quase Inúteis
Roby Amorim, Elucidário dos Conhecimentos Quase Inúteis
terça-feira, 19 de abril de 2011
Conquista do insuficiente
Na busca diaria da conquista do insuficiente, o homem honesto decai na desconhecida trama do inconciente, alarmando assim a doença do corpo.
O homem desonesto cai no desespero do crime que é doença da alma;
De quando em quando, mesmo abastecido, há de sempre insulflar-se na mesma situação, porque ao homem, conquistador por natureza, sempre haverá de querer mais;
Conquistar sim, mas, o equilíbrio está na forma em que, aos pés, o passo deve ter o centímetro ideal.
O homem desonesto cai no desespero do crime que é doença da alma;
De quando em quando, mesmo abastecido, há de sempre insulflar-se na mesma situação, porque ao homem, conquistador por natureza, sempre haverá de querer mais;
Conquistar sim, mas, o equilíbrio está na forma em que, aos pés, o passo deve ter o centímetro ideal.
quinta-feira, 10 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Corpo e diversidade
O corpo se transformou.
Surgiu a inteligencia, orgulho e adiante a diversidade.
Não há retorno, nem vontade, só uma saudades de outrora.
Surgiu a inteligencia, orgulho e adiante a diversidade.
Não há retorno, nem vontade, só uma saudades de outrora.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Passos de andar e para o outro avançar.
A dor aperta a garganta na inutil vontade.
Triste concepção de que não se pode pensar a não ser por si mesmo.
Ilógico e irracional o reino do coração!
Veste com armadura feita de papel colorido a guerrear no reino do amor.
Esquece que o escritor deflagra a guerra com sentimentos romanticos que envolve também o opositor.
As vestes da guerra não sobrevivem ao tempo e que tempo são estes que o amor mingua nos passos de quem o dá primeiro.
E na luta do bem com o bem, não haverá vencedores.
A dor aperta a garganta na inutil vontade.
Triste concepção de que não se pode pensar a não ser por si mesmo.
Ilógico e irracional o reino do coração!
Veste com armadura feita de papel colorido a guerrear no reino do amor.
Esquece que o escritor deflagra a guerra com sentimentos romanticos que envolve também o opositor.
As vestes da guerra não sobrevivem ao tempo e que tempo são estes que o amor mingua nos passos de quem o dá primeiro.
E na luta do bem com o bem, não haverá vencedores.
domingo, 1 de agosto de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Mãe da So
Não espere até o dia em o trato só se deverá ao fato da invocação social ou a obrigação moral imposta.
A assistencia se dará certamente sem o amor daquele individuo, no mais pela criatura temente a Deus ou até pela caridade que é sentimento comum dos seres com um mínimo de religiosidade.
Acharás, talvez ,que o destino, apesar de te castigar com as chagas da dor ou sofrimento ou pela imposta falta no alcance de teus interesses materiais, te prontificou o conforto naquele que um dia fostes o algoz, pois, desconheces que a criatura que tem a mão estendida não está presente a te levantar, mas, somente para manter-te de pé antes que outro destino mais cruel a force no cumprimento de outras obrigações piores que a por hora obrigada.
Não será capaz de observar nesla que ao confortar-te na dor ela sofre dor imensuravel, pois, obrigada a ser boa a quem só lhe deu noções de maldade.
Antes que descubras o preço de não poder ver nos olhos desta o amor que se espera que ela deveria ter, refaça o caminho agora, pois, talvez não saibas mais como nele voltar quando precisar.
A assistencia se dará certamente sem o amor daquele individuo, no mais pela criatura temente a Deus ou até pela caridade que é sentimento comum dos seres com um mínimo de religiosidade.
Acharás, talvez ,que o destino, apesar de te castigar com as chagas da dor ou sofrimento ou pela imposta falta no alcance de teus interesses materiais, te prontificou o conforto naquele que um dia fostes o algoz, pois, desconheces que a criatura que tem a mão estendida não está presente a te levantar, mas, somente para manter-te de pé antes que outro destino mais cruel a force no cumprimento de outras obrigações piores que a por hora obrigada.
Não será capaz de observar nesla que ao confortar-te na dor ela sofre dor imensuravel, pois, obrigada a ser boa a quem só lhe deu noções de maldade.
Antes que descubras o preço de não poder ver nos olhos desta o amor que se espera que ela deveria ter, refaça o caminho agora, pois, talvez não saibas mais como nele voltar quando precisar.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
dor fulgaz
toca fundo o sentimento
choro de quem reclama a dor
invade o coração tristemente
impulsa o afago do ouvidor
inquieta, soluça, embargante voz
acalantante busca do apaziguar
é dor, orgulho ou amor ferido
insucesso retratado ao calar
inutil palavra quem não quer ouvir
nem luz ilumina quem esta a cegar
as horas, os dias, tempo jaz a sumir
tudo que hoje ferve na dor é fulgaz
segunda-feira, 7 de junho de 2010
São Jorge
Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge. Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem, nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se quebrem sem ao meu corpo amarrar. São Jorge, cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor. Abri os meus caminhos. Ajudai-me a conseguir bom emprego. Fazei que eu saiba estimar a todos, superiores, colegas e subordinados, e também ser estimado. Que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre no meu coração, na minha família, na minha escola e no meu trabalho. Velai por mim e pelos meus, protegendo-me sempre, abrindo e iluminando os nossos caminhos, ajudando-nos também a trasmitir paz, amor e harmonia a todos os que nos cercam. Amém.
Etiquetado: Jorge Ben Jor, Jorge da Capadócia, são jorge
http://rosenbaumdesign.files.wordpress.com/2010/04/jorge.jpg
segunda-feira, 31 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Feriado de 03 de junho de 2010 - Corpus Christ
Informações sobre o Feriado de Corpus Christi
Corpus Christi (do latim, Corpo de Cristo) é uma festa da Igreja Católica que celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia.
É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma festa de 'preceito', isto é, para os católicos é de comparecimento obrigatório assistir à Missa neste dia, na forma estabelecida pela Conferência Episcopal do país respectivo.
Tapete de Corpus Christi - Poá / SP
A procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende a uma recomendação do Código Canônico (art. 944) que determina ao Bispo diocesano que a providencie, onde for possível, "para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo." É recomendado que nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o Bispo (art. 395).
A História
A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao Século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico. A ‘Fête Dieu’ (Festa de Deus) começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arcediago para procissão eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia.
Procissão de Corpus Christi, Moosburgo, Alemanha, 2005
Em 1247, aconteceu a 1ª procissão eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica.
O ofício foi composto por São Tomás de Aquino o qual, por amor à tradição litúrgica, serviu-se em parte de Antífonas, Lições e Responsórios já em uso em algumas Igrejas.
A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264. O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa perdeu sua vida em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A procissão surgiu em Colônia e difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma é encontrada desde 1350.
A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse :‘Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo depois de Pentecostes.
A Festa no Brasil
Em muitas cidades portuguesas e brasileiras é costume ornamentar as ruas por onde passa a procissão com tapetes de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa. Esta festividade de longa data se constitui uma tradição no Brasil, principalmente nas cidades históricas se revestem de práticas antigas e tradicionais são embelezadas com decorações de acordo com costumes locais.
Em Pirenópolis, Goiás, é uma tradição os tapetes de serragem colorida cobrindo as ruas por onde passa a procissão de Corpus Christi, também efeita-se 5 altares para a adoração do Santíssimo Sacramento,
Procissão Corpus Christi em Pirenópolis
e o cântico latino Tamtum Ergo, esta procissão é acompanhada pela Irmandade do Santíssimo Sacramento e pela Orquestra e Coral Nossa Senhora do Rosário.
Em Castelo, no estado do Espírito Santo, as ruas são decoradas com enormes tapetes coloridos formados por flores, serragem colorida e grãos. Em São Paulo, o município de Matão é famoso por seus tapetes coloridos feitos de vidro moído, serragem e flores que formam uma cruz no centro da cidade. A cidade de Mariana - MG comemora a festa de Corpus Christi enfeitando as ruas com tapetes de serragem e pinturas. Jaguáriúna - SP, Santo André -SP, São Joaquim da Barra - SP e Jacobina - BA também seguem o mesmo estilo, as ruas ao redor da matriz são enfeitadas com serragem, raspa de couro, areias coloridas, tudo o que a criatividade proporciona para este dia santo. Em Caieiras - SP a Juventude da Cidade promove com sua criatividade tapetes que se estendem no trajeto da procissão deste solene dia, desde a Igreja Matriz de Santo Antonio até a igreja de São Francisco de Assis, este trabalho dura doze horas e é coroado com a procissão luminosa em torno ao Santíssimo Sacramento.
Fonte:
Texto: Wikipedia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Corpus_Christi
Foto: Tapete de Corpus Christi - Poá / SP - Fernando Araújo - SECOM Poá
http://www.vtn.com.br/servicospublicos/feriados/nacionais/corpus-christ.php
Corpus Christi (do latim, Corpo de Cristo) é uma festa da Igreja Católica que celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia.
É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma festa de 'preceito', isto é, para os católicos é de comparecimento obrigatório assistir à Missa neste dia, na forma estabelecida pela Conferência Episcopal do país respectivo.
Tapete de Corpus Christi - Poá / SP
A procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende a uma recomendação do Código Canônico (art. 944) que determina ao Bispo diocesano que a providencie, onde for possível, "para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo." É recomendado que nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o Bispo (art. 395).
A História
A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao Século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico. A ‘Fête Dieu’ (Festa de Deus) começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arcediago para procissão eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia.
Procissão de Corpus Christi, Moosburgo, Alemanha, 2005
Em 1247, aconteceu a 1ª procissão eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica.
O ofício foi composto por São Tomás de Aquino o qual, por amor à tradição litúrgica, serviu-se em parte de Antífonas, Lições e Responsórios já em uso em algumas Igrejas.
A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264. O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa perdeu sua vida em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A procissão surgiu em Colônia e difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma é encontrada desde 1350.
A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse :‘Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo depois de Pentecostes.
A Festa no Brasil
Em muitas cidades portuguesas e brasileiras é costume ornamentar as ruas por onde passa a procissão com tapetes de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa. Esta festividade de longa data se constitui uma tradição no Brasil, principalmente nas cidades históricas se revestem de práticas antigas e tradicionais são embelezadas com decorações de acordo com costumes locais.
Em Pirenópolis, Goiás, é uma tradição os tapetes de serragem colorida cobrindo as ruas por onde passa a procissão de Corpus Christi, também efeita-se 5 altares para a adoração do Santíssimo Sacramento,
Procissão Corpus Christi em Pirenópolis
e o cântico latino Tamtum Ergo, esta procissão é acompanhada pela Irmandade do Santíssimo Sacramento e pela Orquestra e Coral Nossa Senhora do Rosário.
Em Castelo, no estado do Espírito Santo, as ruas são decoradas com enormes tapetes coloridos formados por flores, serragem colorida e grãos. Em São Paulo, o município de Matão é famoso por seus tapetes coloridos feitos de vidro moído, serragem e flores que formam uma cruz no centro da cidade. A cidade de Mariana - MG comemora a festa de Corpus Christi enfeitando as ruas com tapetes de serragem e pinturas. Jaguáriúna - SP, Santo André -SP, São Joaquim da Barra - SP e Jacobina - BA também seguem o mesmo estilo, as ruas ao redor da matriz são enfeitadas com serragem, raspa de couro, areias coloridas, tudo o que a criatividade proporciona para este dia santo. Em Caieiras - SP a Juventude da Cidade promove com sua criatividade tapetes que se estendem no trajeto da procissão deste solene dia, desde a Igreja Matriz de Santo Antonio até a igreja de São Francisco de Assis, este trabalho dura doze horas e é coroado com a procissão luminosa em torno ao Santíssimo Sacramento.
Fonte:
Texto: Wikipedia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Corpus_Christi
Foto: Tapete de Corpus Christi - Poá / SP - Fernando Araújo - SECOM Poá
http://www.vtn.com.br/servicospublicos/feriados/nacionais/corpus-christ.php
sexta-feira, 23 de abril de 2010
amor condicional
Outro dia li a frase "Medir as conseqüências de amar é atirar-se na escuridão".
A criança, mais precisamente o jovem, cresce experimentando situações que os coloque em diversidade aos conceitos de seus pais, como a medir se o amor deles é incondicional.
Óbvio que não é saudável crescer sentindo que só se é considerada uma boa menina ou um bom menino e só se é amada ou amado quando faz coisas da forma que os pais desejam.
Óbvio também, que os pais utilizam tais condições para levar seus filhos a se tornar pessoas de bem, demonstrando o quanto ficam tristes quando eles agem de forma incorreta.
Medir as consequencias do amor condicional enttre pais e filhos é uma tarefa quase impossivel, pois, deve existir um parametro para comparação que em regra não existe. Pode até existir em determinadas situações particulares, mas, não quando se fala de relacionamentos entre pais e filhos num todo.
O excesso, em todas as situações, é prejudicial, entretanto a falta também, não faz bem.
Controlar os impulsos emocionais em situações de diversidade entre pais e filhos é fundamental, entretanto, como disse Nelson Rodrigues: toda unanimidade é burra, engessar sentimentos somente por imaginar que o amor incondicional traz só benesses é burrice.
Mesmo que os pais amem seus filhos incondicionalmente, a fim de que eles tenham um crescimento saudavel, correm o risco do tiro sair pela culatra, afinal o sim se parece muito com a falta de interesse, com a inercia e ou a falta de vontade.
O contrario também prejudica.
Então, o importante é o equilibrio.
Quão dificil tarefa é achar o equilibrio nas relações humanas, mesmo porque, as pessoas são diferentes e o que parece razoavel e equilibrado para uns é o oposto para outros.
Não há nem haverá regra geral para regular as relações entre pais e filhos, o que se deve ter em tais relações como em qualquer relacionamento é o respeito. E o amor sem respeito é nada.
O dificil é saber se respeitando o outro não se esta desrespeitando a si mesmo.
Atolada de serviço, digitando uma execução de alimentos muito boa, mas que requeria uma infinidade de calculos, haja vista que o credor vivia fazendo acordos e não pagava
e telefone não parava....
Resolver não ir ao escritório e ficar digitando em casa, pois, assim conseguiria se concentrar ...
...e o telefone não deixava terminar qualquer raciocinio.
...e o telefone não deixava terminar qualquer raciocinio.
A cliente havia ligado mais de 10 vezes irritando-a com pedido de conselhos que poderiam esperar para o dia seguinte.
Chegou o final do dia, não conseguiu finalizar a petição e o telefone ainda tocava.
Os nervos já estavam a flor da pele.
Num instante resolveu o problema....
desligou o telefone.
desligou o telefone.
Esta nervoso?
Desligue!!
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Descobrimento do Brasil
Dia 22 de abril é dia de comemorar o descobrimento do Brasil.
Tantos anos se passaram e o Brasil ainda, está longe de ser descoberto internacionalmente.
Nos ultimos anos o Brasil tem sido destaque na mídia internacional, entretanto, ainda somos, para muitos estrangeiros a Terra do Samba, futebol e carnaval.
É necessário modificar esta visão deturpada que o Brasil cultua no mundo internacional.
É necessário investimentos em educação e cultura para que nossas crianças e jovens cresçam e ajudem a transformar o Brasil em uma nação forte e com um perfil diferente do atual.
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