sábado, 21 de maio de 2016

RAZÃO


Excessos e razão
Não há medida nem ponderação
abarcamos uma letra num contexto
logo, um discurso sem norte ou direção
só para mostrar quem tem razão.

Um ato errôneo ou um engano
uma falha ou um vasto desleixo
logo um desacerto sem tamanho
tudo isso justifica um pretexto
para mostrar quem tem razão

Desfaz-se de uma vida
dispõe-se tudo como ferida
transforma-se a paixão em rixa
amizades desfaz-se em brigas
para mostrar quem tem razão.

 A razão palavra importante
impossível medir seu valor
mas em um mundo tão grande
onde o aprendizado é constante
só tem razão quem tem amor.

domingo, 15 de maio de 2016

Cascas

Uma frase destinada, embora enfeitada de inocência, ao leitor, que faz de conta que não leu ou lê e não submete seu entendimento, enfeitando-se em mera frase inconsciente.  Frases aqui, inocência ali, todo mundo se espeta.

E de espetada aqui e ali,vão se ferindo e criando cascas. Vai chegar um dia que terão tantas cascas que não reconhecerão a si próprios.

quarta-feira, 2 de março de 2016



Éramos tres filhos de uma lavadeira e quem cuidava de nós, enquanto ela trabalhava, era uma vizinha. Tereza.
Durante as férias da escolha, os netos da Tereza vinham de Mato Grosso, quando sempre combinavam um campeonato de leitura;
Mal havia completado 5 anos e participava com a primeiras letras, mas, não me davam lambuja por isso. Lógico que sempre ganhava troféu de participação.
No principio da puberdade fui morar com uma tia , de tão temerosa era minha mãe.
Na escola daquela cidade catarinense conheci "Meu pé de laranja lima", não tive o prazer da leitura, mas, descobri a emoção através dos contos.
Por toda minha juventude e até os dias atuais, a leitura passou a fazer parte integrante de minha vida, pois, com a leitura tenho a oportunidade de sonhar, viajar, aprender e me emocionar.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Quisera

Deveras tivesse o dom de estampar a beleza do amor ao próximo nos atos e palavras que de mim afloram.
Não fosse o árduo de meus sentimentos, que vez ou outra afloram em min'alma, duvidaria de mim mesma.
Quisera eu tomar todos os meus atos sem atinar e perceber que os cometi enfadada na coragem fugaz que o amor impera.
Quisera cometê-los sem sentir o cansaço que me incomoda ao regrá-los no açoite de minha consciência.
Revivo todos os momentos para verificar que não cometi desatino, não raras as vezes os pequenos deslizes me incomodam a alma.
Aprendiz que sou, meus erros pesam o dobro das alegrias dos acertos. Um erro incomoda demasiadamente que penso que jamais os cometeria de novo.
Repetimos desatinos para marcar no espírito, assim jamais os esqueceremos.
O véu da ignorância entretanto, não nos permite reconhecer erros passados para não os cometê-los novamente, mas nossa alma nos alerta, com os temores inconscientes que estamos próximos daquilo que devemos nos afastar.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015



Não compartilho dos teus ideais, mas minha alma não perece no desalento, como tu imaginais, pois, embora minha chama não acenda o teu candeeiro, ilumina os caminhos daqueles que já cruzaram a estrada que teus pés agora margeiam.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015


desfaço-me,
provoco vulcões,
quimera,
voo em tapetes
reinvento,
apequeno-me,
ressurjo,
quimera, realizo sonho
reinvento
retraio,
provoco
quimera
refaço-me
reinvento


Não sei o que é o mais correto, tampouco seu dizer quem tem razão.
Nem sei dizer se a verdade pode nascer de uma mentira ou se a mentira tem parte de verdade. Só sei dizer que minha verdade não é mentira e que minha razão é de verdade.

terça-feira, 27 de outubro de 2015


Preparo um café. A quantidade de pó e açúcar será na quantidade que desejo receber de sabor. Nossa vida é regrada naquilo que oferecemos e o quanto desejamos receber, ou ao menos o que desejamos manter junto de nós. Se nenhuma atenção dou para um amigo ou um colega de estudos ou profissão, será como o café, ralo e pouco doce. Não quer dizer que o amigo não lhe tenha em conta, mas, a distancia diminui a afinidade. Quando mantemos o contato, mesmo que minimamente, demonstramos a importância desta pessoa para conosco e certamente ela recompensará com atenção igual ou ao menos próxima daquilo que ofertamos, o que não significa que temos o direito de cobrar a intensidade, haja vista que amizade e amor não se cobra, já que cobrado não cumpre o objetivo que se persegue. Quanto de Pó de atenção e açúcar da presença você tem utilizado para seu café amigo?

quarta-feira, 9 de setembro de 2015


Tão próximos vivemos daqueles que a distancia parece maior.                                                            
Infinitas potencialidades que se opõe aos destinos, algumas abstratas, tênues, outras tão materiais que firmam e reafirmam as contradições do destino.
Somos meros espectadores ou senhores destes destinos?
Cumprimos as linhas destinadas ou a escrevemos, de acordo com o que o próprio destino nos ensina à experiência de nosso traçado?
Saber a resposta, talvez altere nosso modo de ser e agir, talvez!
Certo é que a ausência, fundada em orgulho que distancia corações, não é livro, nem caderno, tão pouco uma reta a ser seguida. Faz sua própria história, mas, impõe corrigi-la em outro tempo, pois, aquele que não se educa ao tempo do destino, trilhará, em outro tempo, o mesmo aprendizado

sexta-feira, 4 de setembro de 2015



E possui mais um,
o coração que pulsa,
o cabelo que muda,
a roupa transforma,
o sexo desnuda,
na cama repousa,
o olho que enxerga,
a cabeça comanda,
a critica demanda,
e se foi mais um.



Um rosto na areia,
um rosto na areia,
um rosto na areia.

Chegou o socorrista!
É tarde!


Mais um rosto na areia,
outro rosto na areia,
salvem aquela Nação!

terça-feira, 1 de setembro de 2015



Amizade que distante fez-se noutro dia,
quando o laço de revigorante,
num intuito degradante,
desfez-se ainda que tardia. 
Altiva em choro e lágrima,
a razão desobedecia, 
lamenta agora a amizade,
que no coração jazia. 
De tempo em tempo ela se lembra
 com lamento e alegria ,
que plantava naquela amizade ouro, 
e arvoreceu sem fruto em pleno dia.

domingo, 30 de agosto de 2015


Na tua intimidade, não nomeia-me o convite, mas acertas teu nome no grito dos precisados.Amizade não tem momento, mas, reclama atenção.

sábado, 29 de agosto de 2015

na mera vingança da vida do inútil
destoando o espelho, lutamos
convergindo o caminho
na vaidade honesta
transformando a miséria
vencemos o destino
verso pela ausência
malgrado orgulho,
feris altiva.
na ignorância da vida,
do instante do pó,
da figura infinita,
degraus no caminho,
das lanças seguidas,
é mar que afunda,
vaidade profunda.
Bravia e destemida
sucesso e orgulho
busca incessante
na dependência exulta
humildade inexiste
economiza e ajuda
porém na fonte
medo infinito
não teme solidão
malgrada o vazio
dos sons destoantes
gritos e sonhos
não reconheces
tudo some.
Leio os sonetos
ou são poemas?
vejo miniatura
não reconheço
reclamas aborto
a vida aspirou
errada está
não erro, acerto
pés ligeiros
passos rápidos
caminhos diferentes
quais meus.

Das fartas linhas
teus poucos dias
acusas despejo
reclamas solidão
golpe maternal
nos braços abraça
dos beijos a chama
tu não entendes
Eu compreendo-te

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Nas verdades de hoje, não encontramos respostas as perguntas seguintes, só o consolo que restou em experiência.
    Tem que se ater. Na maioria das vezes quando fecho os meus olhos abro meu coração. Insistir neste momento na conduta riste é me colocar lentes que não desejo usar.
Um desmaio pode traduzir-se em infinidades, mas há nele uma certeza, algo vigora em erro.

quinta-feira, 25 de junho de 2015


Tua ausência, para tua mãe, é um filho a menos, para ti é ser órfã.
Diz que não diz nada, para mostrar que tem o que mostrar, mas, mostra, sem dizer, que na verdade nada tem.

segunda-feira, 25 de maio de 2015



Estava sentada conversando, aguardando o desterro da alma querida,quando ela chegou e me beijou. Não era um carinho ou um cumprimento, o ato só ocorreu para que os expectadores observassem sua educação ou mesmo simpatia. Minha educação me estancou a vontade de negar ao Judas. Diferente de Judas, beijou-me na saída. Minha educação chegou no limite, mas, antes, ela partiu. Os efeitos irão ficar para a próxima. Espero que ninguém morra.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Quedar te, não permitirá à memória o significado do teu tom. E mesmo quando achas que teu silencio expressa mais, a lembrança longínqua haverá de confundir teu silencio.Tu te esvazias. Sem conteúdo, logo cairá no esquecimento.
Quedar te, não permitirá à memória o significado do teu tom. E mesmo quando achas que teu silencio expressa mais, a lembrança longínqua haverá de confundir teu silencio.Tu te esvazias. Sem conteúdo, logo cairá no esquecimento.

Blog da Suzana: Caixa de Pandora

Blog da Suzana: Caixa de Pandora
Este momento não é a vida. É parcela ínfima não diagnosticável, em que pese refletir no interior do ser e dos efeitos que possam produzir. Porque a vida é o que a saúde e a paz interior deixa que ela seja. Sem estas duas essências nada nos conforta nada ou nos faz feliz.
O que espera de mim? No meu desespero compensa meus pensamentos com esperança. Porém nunca gera uma ação finita, que pode ser medida. É um ato abstrato que me move. Dá-me um passo, mas marcado ainda com a latência adormecida por aquele instante. E o que espera por mim? Suzana


Me resta a esperança de contar comigo mesma;me desvencilhar das amarras que esse estado de inércia me invade,e buscar no meu interior a força que irá me impulsionar a prosseguir,para o equilíbrio que necessito. - Raquel Figueiredo

sábado, 2 de maio de 2015

Até pensei que fosse eu,embora altiva nos meus princípios, ardia na culpa incompetente. Aflições e pensamentos desorganizavam minha estrutura e desabavam minhas convicções, quando nas sombras do meu desanimo refletiu em mim a tua estupidez. Revivi. Parti. Chorei também, mas os mortos são sempre os mortos.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Senhor do Céu e das razões, é o Mestre a nos ensinar com suas inesquecíveis palavras que o Céu não tem limites. Muitas guerras virão sem que o Céu se desvie do amor e da proteção aos seus filhos, mas, necessário que eles também lutem e se desvencilhe do mal, se desvirtuando das ciladas e dos desatinos. Pobres de espirito estarão rondando a carruagem da vida. Sucumbirá quem tiver olhos para as facilidades dos destinos. Crêem no teu Deus, mas, não abandonem a oração. São tão desmedidos para a luta, mas, sucumbirão ao destino destruído que corrói por dentro. Não lancem mão da paz e da ternura de teus irmãos, todos precisam de refugio quando as chamas da guerra e quando o triunfo do mal arrefecer na própria destruição. Não te zangues com as más palavras, elas só refletem medo.
Foge à ação, quando desconsiderado o carinho de afeto inconstante, versado no obstante que assusta mais do que oferece. E na conjuntura do necessário, um passo na direção do inevitável, é interesse ou mudança. E como desenrolar esta meada, sem as pontas do saber, sobra costura, sobram linhas e há duvida do prazer.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

satisfação tola da muriçoca,
inquilino infeliz
de manhã não pode ver,
a noite zumbindo,
de dia curtindo,
noite de insonia,
satisfação tola
da muriçoca
Se andei e não cai muita coisa tenho para ver e para ouvir. Quisesse fosse só coisas boas, mas como poderia entendê-las não fosse as dificuldades conhecer. Se posso ver e ouvir com o coração, importante agora uma oração para as bênçãos do céu a nós descer e para ajudar a entender que o mais importante na vida é ao homem e a DEUS poder crer.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Xico .. Bora lá... com passos de elefante e pisadas elegantes. Bora lá, fazer o que compete, com amor no coração e proteção celeste. Bora lá!! Bora!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Não se mede uma pessoa pelo que ela tem, mas, por aquilo que ela pensa que vai ganhar ou perder.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Não nasci para mostrar coragem, somente sensatez. A covardia empobrece, mas, mantém a lucidez
 Conheço minha alma que está presente em tudo que faço. Os que de mim regalam é porque puderam dela sorver. Se não sorveram é porque não a puderam ver

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Dia 21 de novembro a família Brasil se reuniu em Anitápolis em comemoração aos 100 anos de vinda da Alemanha de nossa Vó Maria Dlohy. Era para ser um evento familiar, para que os descendentes de Maria Dlohy, a maioria com idade entre 80 e 90 anos pudesse também se sentirem homenageados.
 
 Coincidindo com nossa ida à Anitapolis, no inicio da semana recebi uma mensagem do Professor Anildo Schmtiz com a noticia de que os vereadores fizeram uma indicação à Camara Municipal de Anitapolis (indicação 047/2014) para uma mobilização em conjunto com a família do desbravador da cidade, Cicero Rodrigues Brasil e o seu filho, combatente da garganta, Sálvio Rodrigues Brasil no sentido de recuperar os jazidos e também pela construção de bustos fazendo menção aos mesmos, Informou também que as crianças e alguns professores enviaram uma carta ao Prefeito no mesmo sentido.
 
Após saber que iriamos no encontrar no dia 21, o Professor Anildo solicitou uma visita à escola Municipal para que as turmas que estudam o conteúdo histórico da cidade pudessem conhecer a família do Desbravador e do combatente da Garganta.
 
Fomos recebidos, em especial minha mãe Marieta, pelo Professor Anildo Schmitz, pelo Vereador Silvionei Fortcamp, pelos diretores, coordenadores e professores da escola Municipal EPURA (Escola Pública Unificada Ressignificando a aprendizagem).
 
As crianças ficaram alvoraçadas, fizeram muitas perguntas e entregaram uma cópia de uma Carta que foi entregue ao Prefeito com pedido no mesmo sentido da indicação feita pelos vereadores.
 
Algumas perguntas das crianças não puderam ser respondidas, o que nos motivou a procurar uma parente, hoje com 94 anos, filha de Cícero Rodrigues Brasil e irmã de Sálvio Rodrigues Brasil, Tia Bela (Isabel) que com sua lucidez respondeu grande parte.
 
No almoço do dia 21 tivemos a participação do ex-prefeito Saulo, e também do atual secretario da cultura e turismo, Hilson Fernandes. Participaram também o Professor Doutor da Universidade de Berlim, Ludovig EllenBerg, e Thiago Guimarães, agrônomo e morador da cidade cuja ajuda foi fundamental para o sucesso da reunião.
 

Blog da Suzana: lamentos de um morto apaixonado

Blog da Suzana: lamentos de um morto apaixonado

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Que liberdade é essa que enclausura as pessoas nas grades da crítica. Minha juventude não tinha as correntes que hoje aprisionam as pessoas dentro de seus sentimentos que intitulam "luta pela democracia social".
 Hoje tudo se resume na crítica, tudo é ruim, tudo é feio, tudo é preconceito, tudo é poder dos coxinhas.
Não tenho a liberdade de dizer do que gosto ou do que não gosto sem temer que isso se transforme em uma batalha de opiniões e acabe em alguma vara com processo de indenização ou na vara criminal porque alguém entendeu como ofensa.
A juventude outrora conhecida pelo gargalo da sociedade, fechou as cortinas dos grandes discursos históricos.
Perdeu o brilho e massificou tão violentamente seu poder de mudanças aliando-se a falsos partidários da democracia que ficou desacreditada por aqueles que ouviam dizer que finalmente o Gigante acordou.
 Estamos às portas de uma eleição para PRESIDENTE e vejo os mesmos jovens que marcharam em nome do R$ 0,20 com bandeiras contra o Governo mostrando-se partidários destes mesmos agora.
Onde estão os Blacks, os bandeiras vermelhas, os mascarados, os democráticos, os socialistas?
Onde estão estes jovens? Onde estão o futuro do Brasil? (foto de Robert Banski)

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

terça-feira, 1 de julho de 2014

A boca expele fogo da maledicencia, mas não há quem não sofra com o gosto que ela deixa.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

sábado, 17 de agosto de 2013

Saudade

Esta saudade, sem medida, sem extensão, ocupa nosso coração e nosso pensamento. Que pudesse o tempo nos dar o gozo do retrocesso, nem que fosse por um mínuto. Mas o tempo, Senhor de todas as razões, sabe que se assim fizesse, ninguém conheceria a Sra Saudade, que faz do poeta o melhor artista.
  •  
  • A baderna era geral, mas, mantinha-se a aparencia de uma familia unida. O tempo mostrou a desordem, de idéias e ideais. Nutria-se uma vontade de comandar a vida alheia e quem cometesse o deslize de se manifestar contra, um tumulto enorme em nome da união era prescedido. Quanta desordem unida e quanta satisfação alheia produzia. E como toda satisfação embazada em unidades de descontentamento, aos poucos ruiu. Resultou em liberdade. Reclamam perderem os laços, mas, o reclamo é porque perderam também os cabresto.

    sábado, 29 de junho de 2013

    Blog da Suzana: Caixa de Pandora

    Blog da Suzana: Caixa de Pandora
    No fulgor de mostrar força e coragem, aumentado o tom da voz grave a disfarçar o tremor. Baques e abates dos conturbados desafios da vida e as cobranças naturais que carregam o destino a cada dia reforça mais a dureza da casca, já que o interior ainda mais abatido pelos desatinos. Novos horizontes contornavam o roteiro, mas, nem mesmo as cores que prometiam um tom mais cor-de-rosa não pode decepcionar. A natureza nem sempre devolve em flores o gotejamento das águas e o calor do sol sobre as sementes. Nem mesmo a crença de que a natureza é sabia é capaz de fazer renascer que ela mesma tirou.

    domingo, 12 de agosto de 2012

    Caixa de Pandora

    Cada dia mais deparo com transformações no meu "eu" interior de modo a desagradar a mim mesma.
    Em que pese orgulhar do desprendimento de diversas coisas inúteis que antes me pareciam caras, há sentimentos que se apagam que gostaria de manter em mim mesma.
    Por mais que conheça as portas dentro do meu coração, as quais, umas podem ser abertas e outras devem  ser fechadas, o exterior teima em escancarar portas que jamais deveriam se abrir, como a caixa de pandora.
    Necessário crer na habilidade do amor e do equilíbrio, desenvolvendo-as com a mesma intensidade que os arrojos do exterior teimam afetar meus sentimentos.

    asno inteligente

    Deveras seja audivel tua inteligencia tratas aos outros como se um asno fosse

    terça-feira, 22 de maio de 2012


    Sofrem aqueles que quando pensam em meu atos pousam de si sua maldade e atribuem em mim o seu principio. Quando olhares para mim tente ver que não tenho tempo para planejar maldades, mal consigo fazer o bem que desejo a tantos.

    sexta-feira, 13 de abril de 2012

    No retrocesso de teus passos, segues agora adiante, conduzindo-te na evolução do teu espirito, pois que antes enfrentaste o orgulho e  tiraste as amarras de teus pés, quando então, envolvida, destes asas ao teu juízo. Volta refaz-te e recupera a admiração dos queridos reinando muito mais dentro de ti mesmo. Volte e renova-te no antigo caminho que te levará ao mundo dos que amam e precisam ser amados!

    Suzana

    terça-feira, 10 de janeiro de 2012

    Blog da Suzana

    Blog da Suzana
    Entregaste a tentação e não esperavas tua própria reação.
    Inadvertidos, somos eternos inadvertidos conosco mesmo,
    falta-nos o dissernimento ou conhecimento de nossa pobre alma humana
    Se  diferente fossemos, que graça teria o futuro, mesmo que imediato, da reação que supreende a nós mesmos.
    Crê no teu coração e alia-te a tua razão para seguir em frente.
    Desvirtuar de vez enquando sim, perder o caráter não!

    segunda-feira, 3 de outubro de 2011

    navegando

    Desliza pela vida navegando com equlibrio
    Sustenta-te sempre ao rumo do teu destino
    embora as raias desafiam o horizonte
    segure firme, remando contra as adversidades
    Vejo as aguas correrem pelo leito do rio. Tudo nele parece normal não fosse a intenção das aguas.

    sábado, 10 de setembro de 2011

    Sobras da caixa de Pandora

    Onde errei?

    Foi no amor e na proteção ou na pratica da liberdade com os freios da honestidade e o pulso de certos limites?

    Quando e porque perdi? Foi quando busquei meios para sobreviver ou quando fui ingenua e não visualizar que os meios não justificam os fins?

    De tudo só sobrou o que sobreviveu na caixa de pandora.

    terça-feira, 30 de agosto de 2011

    Arvores

                                           


    Fotos tiradas na USP por Suzana Martins

    sexta-feira, 5 de agosto de 2011

    Ninguém sabe o quanto é dificil negar a si mesmo ou ter forçosamente que modificar sua ingenuidade, sua simplicidade e esconder usa emoção,
    Pois é, assim me sinto diante de algumas pessoas.. Não pensem que são pessoas do trabalho ou um conhecido qualquer, falo de pessoas Muito próximas..
    A defesa da mudança de atitude em regra é dizer a si mesma que esta mudança é para melhor..que voce se fortaleceu..
    Ledo engano.. quando se está consigo mesmo não é possivel mentir para si, sem aquela sensação de que tudo foi muito falso e vazio.

    Fico a imaginar se um dia isso cessará.. se com a idade as coisas terão menos importancia... mas, uma coisa teho certeza, quanto menos importancia eu dou as coisas, mais trsite me parece a vida futura, pois, como é bom se importar com ascoisas e  as pessoas.

    segunda-feira, 1 de agosto de 2011

    É dando que se recebe

    Perto do Santuário a fila de pessoas identifica a agonia dos pedidores

    Buscam na imagem o fio de ligação com o infinito

    Esquecem que o apreço do criador está na ação que antecipa o afã

    Não percebem que o ato de pedir e dar possui o mesmo  movimento palmar

    Para receber e necessário igualar os favores.

    sexta-feira, 29 de julho de 2011

     Uma infinidade de coisas aconteceram em minha vida, mas, a mais importante foi aprender o que é consideração.

    Depois de tanta turbulencia que vivi toda minha vida meu mundo tornou-se um tanto mais tranquilo no que diz respeito a vida familiar, embora seja impossivel ter familia sem um certo desgaste.

    Cada pessoa, que de um modo ou de outro eu convivi, apresenta uma maneira diferente de ser ou de agir, que muitas vezes acho demasiadamente conflitante, ao menos dentro dos padrões que acho serem razoáveis.

    E a questão é essa, como conviver com alguém que é totalmente contrario aos principio minimos que voce acha toleravel? E é nesse ponto que entra a consideração.

    Quando voce consegue entender que cada ser tem diferentes "bagagens" de conhecimento, de moral, de amor entre outras coisas, passa a entender que cada pessoa tem um alcance de comprensão e em razão disso age desta maneira ou de forma diversamente proporcional, pois, a falta de "bagagem" ou seu excesso o faz agir daquela forma.

    A melhor maneira de se viver bem é através da consideração e do respeito a todos.
    A consideração é o ato que faz voce trocar de posição com seu semelhante, nem queseja mentalmente, a fim de entender o que voce sentiria se estivess no lugar dele.

    Assim, é tendo consideração para com o próximo é que se consegue viver bem consigo mesmo.

    domingo, 1 de maio de 2011

    Obama versus Osama Bin Laden: fim de uma era?

    segunda-feira, 2 de maio de 2011


    Obama versus Osama Bin Laden: fim de uma era?

    No Brasil, aproximadamente 1 hora da manhã, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que Obama Bin Laden, considerado o principal mentor dos ataques aos americanos que culminaram com a queda das Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001, está morto e que o país tem o corpo do terrorista mais procurado de todos os tempos


    http://rastreiodecozinha.blogspot.com/2011/05/obama-versus-osama-bin-laden-fim-de-uma.html
     
    O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou, às 00h35 desta segunda-feira (02), a morte do terrorista Osama Bin Laden, que desde 2001 era tido como o "inimigo número um" do Ocidente. A informação começou a ser veiculada pelos veículos de comunicação norte-americanos por volta das 23h de domingo (01), mas só foi ratificada após o pronunciamento da Casa Branca.


    De acordo com Obama, a morte foi consequência de uma ação de inteligência do Exército americano em parceria com o Paquistão que localizou o terrorista durante a semana e conseguiu eliminá-lo em um esconderijo nos arredores de Islamabad. "Matar Bin Laden sempre foi nossa prioridade número 1. Depois de muitos anos, conseguimos", afirmou o presidente norte-americano, que assegurou, ainda, que nenhum civil foi morto na ofensiva.

    Segundo a rede americana de televisão CNN, o corpo do terrorista estaria em poder das autoridades dos Estados Unidos. Apesar de comemorar a morte do líder da rede terrorista Al Qaeda, Barack Obama salientou que a luta dos EUA não deve ser encarada como uma guerra contra o islamismo. "A morte de bin Laden é a maior conquista na luta contra o terrorismo. Nossa guerra não é contra o Islã. É contra a Al Qaeda e o terrorismo", garantiu.

    Em seu pronunciamento em cadeia nacional, o presidente norte-americano disse, ainda, que havia comunicado ao presidente do Paquistão a decisão de investir contra o terrorista. "Eu já tinha avisado que atuaria dentro do território do Paquistão se soubesse onde Bin Laden estava. Hoje avisei ao presidente (do Paquistão) e reafirmei que não estamos em guerra contra o país", completou.

    De acordo com as primeiras informações divulgadas, Osama Bin Laden foi morto dentro de uma mansão, após ataque da ofensiva norte-americana. As bases militares norte-americanas também foram preparadas, horas antes do pronunciamento oficial, contra qualquer tipo de contra-ataque das lideranças da Al Qaeda. Assim que a possibilidade da morte de Osama Bin Laden começou a ser veiculada pelas redes de televisão norte-americanas, milhares de cidadãos começaram a se dirigir em direção à Casa Branca. Durante a madrugada, a população saudou, de forma eufórica, o anúncio.



    O terrorista    Barack Obama anuncia a morte de Osama Bin Laden

    Americanos se reuniram em frente à Casa Branca para comemorar o anúncio

    Procurado há pelo menos dez anos pelos EUA, Osama Bin Laden é considerado o mentor intelectual dos atentados de 11 de setembro de 2001, que derrubou as Torres Gêmeas do World Trend Center, em Nova York, e deixou cerca de 3 mil mortos. O terrorista também é conhecido por ataques a alvos norte-americanos na África e no Oriente Médio na década de 1990.



    Após os atentados em NY, ele tornou-se o homem mais procurado do mundo, com uma recompensa de US$ 25 milhões por sua cabeça. Desde então, Bin Laden passou a ser buscado por dezenas de milhares de soldados dos Estados Unidos e do Paquistão.



    O líder da Al Qaeda nasceu na Arábia Saudita em 1957, em uma família de mais de 50 irmãos. Ele era filho do magnata da construção Mohamed bin Laden. Seu primeiro casamento foi com uma prima síria aos 17 anos. Acredita-se que ele tenha tido 23 filhos com ao menos cinco esposas.



    (com informações do G1, e da da GloboNews)
     
     
     
     

    sexta-feira, 29 de abril de 2011

    Sexta-feira 13

    Sexta-feira 13

    A superstição foi relatada em diversas culturas remontadas muito antes de Cristo.

    Existem histórias remontadas também pela mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituidos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos.

    Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa.

    Outra possibilidade para esta crença está no fato de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.
    Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio.

    Note-se também que, no Tarô, a carta de número 13 representa a Morte.
    (Fonte: Wikipédia)
    Publicada por Pedro Cuadrado em Sexta-feira, Abril 29,

    quinta-feira, 21 de abril de 2011

    Agora Ines é morta"

    Inês de Castro

    Por Antony C. Bezerra*

    "Com respeito aos dramas de Inês, considero como tradição histórica não só o amor de perdição do herdeiro da coroa e o seu desenlace sangrento, mas também os seus reflexos de além-tumba."
    (Carolina de MICHAËLIS)

    "Agora é tarde, Inês é morta". Poucos são os que nunca ouviram ou mesmo disseram essas palavras. No entanto, poucos também são os que têm conhecimento da origem da frase. Quem é â??essaâ?? Inês? Como ou quando morreu? Se, em nosso país, dúvidas é o que há quanto às mencionadas questões, no além-mar, mais precisamente, em terras lusitanas, não será português aquele que não souber tratar-se, Inês, de uma dama galega - Inês de Castro. Tem-se conhecimento, igualmente, de que foi o amor que a conduziu ao fim, à morte. Fato histórico notório no plano de Portugal, foi recuperado várias vezes em produções artísticas, literárias ou não, no plano luso ou não.

    Antes de mais, bom que se saiba que verdade histórica e mito tendem a se confundir no imaginário advindo do episódio que envolve Inês de Castro e seu amante, o futuro rei de Portugal D. Pedro, filho de D. Afonso IV. É um dos não poucos momentos em que o mito (nas palavras de Fernando PESSOA, "o nada que é tudo") assume ares de fato. Se se levar em conta que a raiz da História, em seus relatos inicialmente orais e depois escritos, reside nos mitos, parece mais natural que surpreendente a forma como é encarada a história de amor e morte de uma mulher que, por seus encantos, teve uma imerecida ruína.

    Está-se em meados do século XIV, em Portugal, e D. Afonso IV, antepenúltimo rei da dinastia de Borgonha, é o soberano que comanda o país. O momento histórico não é despido de tensões. Sua própria ascensão ao trono é problemática. Sabedor de que seu pai, D. Dinis, tinha o propósito de alçar à condição de rei o filho bastardo Afonso Sanches, o infante desencadeia uma guerra civil que se estenderia de 1320 a 1324. Entre 1336 e 1338, já rei, D. Afonso IV tem de conviver com guerras entre as duas nações ibéricas. Logo depois, em 1340, em decorrência dos avanços marroquinos sobre a península, unem-se Portugal e Espanha para impedir uma das últimas investidas mouras sobre a região européia. A Batalha do Salado, desairosa para os sarracenos, marca a afirmação da posse luso-hispânica sobre o seu próprio território.


    D Pedro I

    Durante o período, surge um fato que, tendo um papel de segunda plana no que diz respeito a questões de natureza política, acaba por causar grande comoção nacional. De certa forma (e como observa Haquira OSAKABE), materializa um sentimento que, extensivamente, irá caracterizar o espírito lusitano: a saudade, aflorada pelo sacrifício de Inês de Castro.

    Nascida em Monforte, no ano de 1325, Inês de Castro era filha bastarda de um notável cavaleiro galego (primo, inclusive, de D. Pedro), Pedro Fernández de Castro, com a portuguesa Aldonza Suárez de Valladares. Em 1340, segue a Portugal no séquito de D. Constança Manoel, prometida do herdeiro do trono lusitano. O infante, sempre insatisfeito com as uniões matrimoniais que lhe eram impostas, dispensara a primeira noiva quando esta contava apenas 14 anos, de fraca que era. Do compromisso com Constança, entretanto, não houve como evadir-se. Casaram-se, mas desde cedo o nobre lusitano deixou-se levar pelos encantos de uma dama (sua prima em segundo grau) loira e de olhos verdes - precisamente, Inês de Castro. Refratário a uniões arranjadas, D. Pedro desejava mesmo compartilhar sua existência com Inês, situação, a princípio, impedida pela condição de ambos.

    Ainda casado, já Pedro travava relações amorosas com Inês (e, por isso, condenáveis). O infante, mais que insatisfeito com o casamento, abandonava a mulher à própria sorte (dias de caça, longe de casa, era o que havia), o que a ele valiam muitas críticas do rei, seu pai. Para contornar a constrangedora situação, acabou, Inês de Castro, por ser convidada para madrinha de Fernando, primogênito do casal Pedro e Constança e futuro comandante dos destinos portugueses. De nada adiantou. Como medida extrema, D. Afonso IV forçou Inês ao exílio, e esta veio a se alojar no castelo de Albuquerque, Espanha, próximo à raia alentejana. Eis que, em 1354*, morre Dona Constança ao dar à luz o terceiro filho. Abriu-se, então, o caminho para que os amantes passassem a viver um na companhia do outro. E foi, de fato, o que se sucedeu: D. Pedro mandou vir da Espanha a sua amada. Passaram a morar - ora juntos, ora separados - em Lourinhã e em Moledo.

    Tudo eram rosas, até que o rei e seus conselheiros - bem como considerável parcela dos vassalos - passaram a ver perigo nos laços amorosos entre os o infante e a dama galega. A razão? Os dois irmãos da bela Inês - Álvaro Pires de Castro e Fernando de Castro -, cujos anseios pelo poder amedrontavam os portugueses, para os quais era incogitável retornar ao jugo castelhano. Foram responsáveis, inclusive, por que D. Pedro se envolvesse em questões castelhanas, o que, segundo D. Afonso IV, poderia abalar a independência lusitana.

    O quadro português, já tenso, sofre um duro golpe com a proliferação da peste negra (em 1348 a 1349). D. Fernando, filho legítimo de Dona Constança e de D. Pedro , vê a sucessão ao trono ameaçada pelos bastardos de Inês. A insatisfação se espraia pelo reino. Culpados para um tal panorama deviam ser encontrados - e, de fato, encontrou-se: Inês de Castro. Incentivado por três de seus conselheiros - Pedro Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco -, D. Afonso IV toma uma medida extrema: decide pela morte da amante do filho.

    Os primeiros dias do ano de 1355 são utilizados pelo rei e por seus conselheiros para discutir a melhor forma de pôr os seus macabros intentos em prática. No dia 7 de janeiro, partem, o rei e gente sua, em direção a Coimbra, com o fito de tirar a vida da que ameaçava a estabilidade do reino de Portugal. Em vão foram os apelos de Inês em benefício próprio e de seus três filhos (entre eles, aquele que seria o inaugurador da Casa de Avis, D. João I). Embora, conforme reza o mito, tenha, o soberano, vacilado quanto a matar ou não Inês, foi degolada aquela que tão cara era ao infante D. Pedro. De imediato, o corpo da vítima foi trasladado para a igreja de Santa Clara.


    Inês de Castro suplica clemência aos seus algozes


    A reação do novamente viúvo não poderia ser senão de revolta. Unido aos Castro e com um exército considerável, partiu com um desejo mortal de vingança sobre o império paterno, chegando mesmo a impor um cerco à cidade do Porto. Por intervenção a rainha Beatriz, mãe de Pedro, pai e filho acabaram por assinar a paz. Mas o infante ainda tinha ânsias de fazer com que se pagasse pelo mal cometido.

    Quando, em 1357, morre D. Afonso IV, e D. Pedro I passa a comandar os destinos de Portugal, tem, como um de seus primeiros atos, demandar a extradição, para seu país, dos responsáveis pela morte da bela Inês. E assim foi. Devido a um tratado estabelecido com Pedro, o Cru, rei de Castela (onde estavam os algozes), dois dos assassinos - Pedro Coelho e Álvaro Gonçalves - vão enfrentar o seu fatum na terra natal. Não se sabe ao certo, mas, novamente segundo o mito, um deles teve o coração arrancado pela frente, e o outro, por trás. Longe de dúvidas mesmo está que o terceiro procurado, Diogo Lopes Pacheco, acabou por fugir para terras francesas.

    Depois desses fatos, os relatos que há em torno das atitudes de D. Pedro I tanto podem soar a verdade como a implausibilidade. Veras são a trasladação do corpo de Inês de Santa Clara a uma bela lápide construída no Mosteiro de Alcobaça (em 1361) e a declaração da morta como rainha (D. Pedro I revelara, em 1360, ter-se casado secretamente com ela). Comprovadas ainda são a bela estátua sepulcral que se mandou erguer em homenagem à rainha, bem como as grandiosas exéquias promovidas pela ocasião do transporte do corpo. No entanto, a lenda também se faz presente. Conta-se que Pedro teria promovido o beija-mão e o coroamento ao cadáver de Inês de Castro. Diz-se ainda que o soberano tivera o cuidado, ao dispor o seu túmulo e o de sua amada no referido mosteiro, de postar as lápides não lado a lado, mas pé com pé. Para quê? Quando tivessem, ambos, de se acordar no juízo final, poderiam um olhar nos olhos do outro. O oitavo rei de Portugal, motivado pelos fortes sentimentos que o uniam a sua amada, agiria, de acordo com as palavras do historiador Fernão LOPES, motivado por um "grande desvairo".

    Túmulo de Inês de Castro

    Tal foi a comoção nacional despertada pelos acontecimentos - e pela aura de mito que em torno deles se criou - que não passaria, a história de amor entre D. Pedro I e Inês de Castro, incólume na produção artística, seja de Portugal, seja mesmo de outras nações européias. De acordo com o historiador contemporâneo José Hermano SARAIVA, mais de 120 composições musicais foram elaboradas, somente na Itália, tendo por tema o caso de amor. Em França, Henry de MONTHERLAND compôs a peça teatral La Reine Morte; na Espanha, Amor, Corona y Muerte foi o título que Alejandro CASONA deu a sua peça inesiana. Mas foi na pátria do ocorrido, como não poderia deixar de ser, que as obras literárias acerca do tema proliferaram, promovendo-se enfoques que não podiam senão ecoar de forma profunda a alma lusitana.

    Os primeiros textos de que se tem notícia a enfocar o drama do "Romeu e Julieta português" (nas palavras de Alexandra MARTINS) são de Fernão LOPES (1380?-1460?), cronista que conduz a historiografia lusitana a novas perspectivas, ao filtrar as lendas dos fatos. Ansiava por "escrever verdade, sem outra mistura." Supõe-se que suas crônicas [1] abarcassem do primeiro rei de Portugal (D. Afonso Henriques) até o momento histórico vivido pelo autor. No entanto, apenas três desses textos resistiram ao tempo, a saber: Crônica de D. Pedro, Crônica de D. Fernando e Crônica de D. João I. É precisamente a primeira aquela que relata a história de Inês. Serviu-se, LOPES, de historiadores da época do acontecido e de documentos que ao tempo do historiador chegaram.

    Outros historiadores do Humanismo lusitano também se ocuparam da temática, como foi o caso de Rui de PINA (1440-1552) e Cristóvão Rodrigues ACENHEIRO (1474-1536?), que, sobre a reconciliação entre D. Afonso IV e o inconsolável filho, escreveu: "E vendo os povos de Portugal os estragos da terra disseram que se conviessem, se não os que não podiam sofrer."



    Frontispício de Cancioneiro Geral

    Em termos propriamente literários - pensando-se em obras pautadas num fim estético -, é nas "Trovas à Morte de D. Inês de Castro" que o desaparecimento da amante do infante tem seu debute. Redigidas por Garcia de RESENDE (1470?-1536), a composição é publicada no Cancioneiro Geral (1516), obra coligida pelo mesmo autor. É uma recolha de textos líricos, lírico-narrativos e lírico-dramáticos produzidos no âmbito do paço, a chamada poesia palaciana. A composição de RESENDE tende a fundir várias referências literárias, desde elementos da cultura clássica até práticas eminentemente medievais, como no momento em que o eu-lírico se dirige à audiência. O alçar-se à condição de heroína uma figura histórica é uma das inovações mais significativas que o poeta operou. Seguem três estrofes das trovas. Na primeira, fala Inês, já cumprido o seu destino. Na segunda, um de seus algozes, cavaleiro de D. Afonso IV, detém a voz. A derradeira, emitida pelo eu-lírico, é o desfecho do poema.

    "Qual será o coração,
    tão cru e sem piedade,
    que lhe não cause paixão
    ua tão grã crueldade
    e morte tão sem razão?
    Triste de mim, inocente,
    que por ter muito fervente
    lealdade, fé, amor,
    ó príncipe, meu senhor,
    me mataram cruamente."

    [...]

    "â??Com sua morte escusareis
    muitas mortes, muitos danos;
    vós, senhor, descansareis,
    e a vós e a nós dareis
    paz para duzentos anos:
    o príncipe casará,
    filhos de bênção terá,
    será fora de pecado.
    Quâ??agora seja anojado,
    amanhã lhâ??esquecerá!â??"
    [...]

    "Em todos os seus testemunhos
    a declarou por mulher,
    e por sâ??isto melhor crer,
    fez dois ricos moimentos,
    em quâ??ambos vereis jazer
    rei, rainha, coroados,
    mui juntos, não apartados,
    no cruzeiro dâ??Alcobaça.
    Quem puder fazer bem, faça,
    pois por bem se dão tais grados.

    Se Garcia de RESENDE promoveu a estréia de Inês no plano literário, é Luís de CAMÕES (1525?-1580), a grande referência da poesia lusitana ao lado de Fernando PESSOA, que se responsabiliza por consagrar a temática. Em Os Lusíadas, grande épico do povo português, o autor inclui o episódio de Inês de Castro (que, longe de catalisar a ação, mostra-se complementar à história das conquistas lusitanas). Eis uma estância (das 18 que há) a enfocar a temática. Está no Canto III de Os Lusíadas.

    "Tirar Inês ao mundo determina,
    Por lhe tirar o filho que tem preso,
    Crendo co sangue só da morte indina
    Matar do firme amor o fogo aceso.
    Que furor consentiu que a espada fina,
    Que pôde sustentar o grande peso
    Do furor Mauro, fosse alevantada
    Contra hua fraca dama delicada?"


    Contemporâneo de CAMÕES e classicista como este, António FERREIRA (1528-1569) compõe a Tragédia de D. Inês de Castro, drama que, sem abrir mão da estrutura clássica, contempla um fato histórico de Portugal. Trata-se, um tal comportamento, de uma renovação do gênero, uma vez que se deixa de lado a mera imitação aos modelos da Antigüidade. A obra de FERREIRA é relevante, ainda, por conferir humanidade às personagens, que longe estão de ser indivíduos de comportamento linear. O trecho a seguir mostra Inês a pedir clemência ao soberano D. Afonso IV. Foi extraído do IV Ato.

    "INÊS - Meu senhor,
    Esta é a mãe de teus netos. Estes são
    Filhos daquele filho, que tanto amas.
    Esta é aquela coitada mulher fraca,
    Contra quem vens armado de crueza.
    Aqui me tens. Bastava teu mandado
    Para eu segura e livre tâ??esperar,
    Em ti e em minhâ??inocência confiada.
    Escusarás, Senhor, todo este estrondo
    Dâ??armas e cavaleiros; que não foge,
    Nem se teme a inocência da justiça."


    Durante o período romântico (século XIX), há autores que, embalados pela recuperação do passado nacional, ocupam-se da história da mulher que foi rainha depois de morta. Adepto de ideais simbolistas e saudosistas, António PATRÍCIO (1878-1930) será autor do poema dramático Pedro o Cru, que não despreza o episódio de D. Inês de Castro. Ainda no plano do Saudosismo (movimento nacionalista que, associado à Renascença Portuguesa, algumas relações manteria com o Modernismo lusitano), destacou-se a figura de Teixeira de PASCOAES (1877-1952) a ocupar-se do tema da morte de Inês. A faceta místico-histórica de Fernando PESSOA (1888-1935), mais que natural, não despreza a temática, bem como farão Jaime CORTESÃO (1884-1960) e Ângelo LIMA (1872-1921), autor do poema "Inês de Castro".

    No plano da segunda metade do século XX, cabe destaque à poetisa Fiama Hasse Pais BRANDÃO (1938-), com o seu "Inês de Manto", vindo a lume em 1971. É o adorno daquela que, só após morrer, é reverenciada como merece.

    "O vestido dado
    como a choravam
    era de brocado
    não era de escarlata


    Também de pranto
    e vestiram toda
    era como um manto
    mais fino que roupa"

    Num tempo mais próximo da atualidade - o que só vem a demonstrar a transtemporalidade da temática de Inês de Castro -, Augustina BESSA-LUÍS (1922-) publica asAdivinhas de Pedro e Inês, de 1986. Num texto que transita entre o literário, o histórico e o biográfico, a autora enfoca o rei D. Pedro I, com referências contínuas, claro está, ao enlace amoroso do soberano com a dama galega. O trecho a seguir mostra João das Regras, personagem histórica, a comentar o suposto casamento entre o infante e a sua amante.

    "Mas quanto a D. Pedro ter casado, nunca tive dúvidas; tive só escrúpulos em o afirmar, mas não dúvidas... Eu não provei nada. Limitei-me a calar as bocas, que a política não se faz com murmúrios. [...] Há uma regra que ainda aplico: apoio a tua causa nos modelos estereotipados da opinião popular."

    Objeto de considerável produção artística, Inês de Castro parece não ter morrido em vão. Se não para manter airosos os destinos de Portugal, como ansiavam os seus algozes, ao menos para, fenecendo, eternizar-se como a representação deste sentimento tão português que é a saudade. Nesse processo, a mitificação é capital, e redefine os conceitos de realidade e verosimilhança quando se depara com a obra literária, capaz de reunir todos os discursos num só.

    NOTA

    [1] Crônica, no sentido que aqui se apresenta, é o relato de acontecimentos sob uma ordenação cronológica.

    Antony C. Bezerra é colaborador do HISTORIANET.

    Mestre e doutorando em Teoria da literatura pela Universidade Federal de Pernambuco; Professor de Literatura portuguesa e de Literatura da língua inglesa na Universidade Salgado de Oliveira, em Recife.

    Eu estou indo de volta para o começo

    Ninguém jamais disse que seria tão difícil assim

    Eu estou indo de volta para o começo

    Coldplay


    Come up to meet you, tell you I'm sorry.

    You don't know how lovely you are

    I had to find you, tell you I need you

    And tell you I set you apart

    Tell me your secrets, and ask me your questions

    Oh let's go back to the start

    Running in circles, coming up tails

    Heads on a silence apart



    Nobody said it was easy

    It's such a shame for us to part

    Nobody said it was easy

    No one ever said it would be this hard

    Oh take me back to the start



    I was just guessing at numbers and figures

    Pulling the puzzles apart.

    Questions of science, science and progress

    Don't speak as loud as my heart.

    So tell me you love me, come back and haunt me,

    Oh, when I rush to the start

    Running in circles, chasing in tails

    Coming back as we are.



    Nobody said it was easy

    It's such a shame for us to part

    Nobody said it was easy.

    No one ever said it would be so hard

    I'm going back to the start.



    http://www.vagalume.com.br/my/fasano17/488374/#ixzz1KAmiCmx5

    quarta-feira, 20 de abril de 2011

    Andar a Toa

    "Em algumas aldeias perdidas das Beiras ou de Trás-os-Montes talvez ainda seja possível pedir uma toa e encontrar alguém que lha traga. A toa é, simplesmente, a corda ou a tira de couro que serve para levar os animais a reboque. A sirga, para ser um pouco mais preciso. Assim, andar à toa quer dizer ser conduzido por alguém sem se saber para onde nem porquê."




    Roby Amorim, Elucidário dos Conhecimentos Quase Inúteis

    terça-feira, 19 de abril de 2011

    Conquista do insuficiente

    Na busca diaria  da conquista do insuficiente, o homem honesto decai na desconhecida trama do inconciente, alarmando assim a doença do corpo.

    O homem desonesto cai no desespero do crime que é doença da alma;

    De quando em quando, mesmo abastecido, há de sempre insulflar-se na mesma situação, porque ao homem, conquistador por natureza, sempre haverá de querer mais;

    Conquistar sim, mas, o equilíbrio está na forma em que, aos pés, o passo deve ter o centímetro ideal.

    quinta-feira, 10 de março de 2011

    o  fel nos olhos marejam
    o gosto do sofrimento
    pela envolvente traição
    e o desgosto afoga
    no sorriso falso
    a coragem
    é solidão
    é fim

    quarta-feira, 9 de março de 2011

    Na frase sutil de inclusão forma-se um novo contexto
    para um bom entendedor o ponto finaliza  qualquer intenção.

    sábado, 5 de março de 2011

    quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

    Corpo e diversidade

    O corpo se transformou.
    Surgiu a inteligencia, orgulho e adiante a diversidade.
    Não há retorno, nem vontade, só uma saudades de outrora.

    segunda-feira, 9 de agosto de 2010

    Passos de andar  e para o outro avançar.
    A dor aperta a garganta na inutil vontade.
    Triste concepção de que não se pode pensar a não ser por si mesmo.
    Ilógico e irracional o reino do coração!
    Veste com armadura feita de papel colorido a guerrear no reino do amor.
    Esquece que o escritor deflagra a guerra com sentimentos romanticos que envolve também o opositor.
    As vestes da guerra não sobrevivem ao tempo e que tempo são estes que o amor mingua nos passos de quem o dá primeiro.
    E na luta do bem com o bem, não haverá vencedores.

    domingo, 1 de agosto de 2010

    asas,
    embala,
    sem memória,
    conquistando,
    dobra o eixo,
    muda direção,
    desenlaça,
    cria  mundos,
    retorna,
    asas,
    embala...

      Destaquei o infinito rudimentar  Dos tempos de outrora em que Nem os sinais arianos que me definiam. Prospera os vestígios  que não ecoam ...