ao longo dos suaves fios lisos
ao encontro do ombro bem torneado
pode se ver a imagem distraida e bela
da criança de olhar esfomeado
sentada ao longo da praça central
da cidade de movimento enervante
nas mãos sujas não há alimento
só um saco de cola alucinante
invisivel a todos que passam a volta
não tem passado e não enxerga o futuro
só vive, na fome do presente viciante
da criança sem pais, sem país, sem mundo
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
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