Fechou a porta e saiu.
Esqueceu o retrato dos anos que fora feliz.
Deixou o casaco que lhe aqueceu por tanto tempo e os sapatos que sustentaram tantas vezes os seus pés.
Nem lembrou do pequeno chale que abraçou nos dias frios, só levou a carteira com o dinheiro, pois, quem sabe poderá comprar tudo novo. Fechou a porta e saiu de vez.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
O desconcerto do Mundo
Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E, para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só para mim,
Anda o mundo concertado.
Camões
No mundo graves tormentos;
E, para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só para mim,
Anda o mundo concertado.
Camões
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Viver não é pecado
Postado por Paulo Coelho em 26 de outubro de 2009 às 00:22
O rabino Elimelekh havia feito uma bela pregação, e agora voltava para sua terra natal.
Para homenageá-lo e mostrar gratidão, os fiéis resolveram seguir a carruagem de Elimelekh até que ela saísse da cidade.
Em dado momento, o rabino parou a carruagem, pediu que o cocheiro seguisse adiante sem ele, e passou a acompanhar o povo.
“Belo exemplo de humildade”, disse um dos homens ao seu lado.
“Não existe qualquer humildade no meu gesto, mas um pouco de inteligência”, respondeu Elimelekh. “Vocês aqui fora estão fazendo exercício, cantando, bebendo vinho, confraternizando uns com os outros, arranjando novos amigos, tudo por causa de um velho rabino que veio falar sobre a arte da vida. Então, deixemos minhas teorias seguirem naquela carruagem, porque eu quero participar da ação”.
Postado por Paulo Coelho em 26 de outubro de 2009 às 00:22
O rabino Elimelekh havia feito uma bela pregação, e agora voltava para sua terra natal.
Para homenageá-lo e mostrar gratidão, os fiéis resolveram seguir a carruagem de Elimelekh até que ela saísse da cidade.
Em dado momento, o rabino parou a carruagem, pediu que o cocheiro seguisse adiante sem ele, e passou a acompanhar o povo.
“Belo exemplo de humildade”, disse um dos homens ao seu lado.
“Não existe qualquer humildade no meu gesto, mas um pouco de inteligência”, respondeu Elimelekh. “Vocês aqui fora estão fazendo exercício, cantando, bebendo vinho, confraternizando uns com os outros, arranjando novos amigos, tudo por causa de um velho rabino que veio falar sobre a arte da vida. Então, deixemos minhas teorias seguirem naquela carruagem, porque eu quero participar da ação”.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
A CASA
a casa é sustancia do que se precisa
é simples e necessário para abastecer as atitudes
o inicial da vida, porto de descanso e do fraterno,
talves sem brilho mas, é vida, esta é a casa.
A fome do exagero não faz parte da casa
nem tampouco o "eu preciso" sem poder
porque mesmo podendo não é mais a casa
é tu mesmo que precisa e de quem falas.
No avanço da arquitetura da vida
com divertida cultura e festança
tudo é bom, nada falta, é divertido
mas, o recanto do descanso é na casa .
Não tem porta, parede ou cortina
nem cadeira, sofá ou botijão
mas protege na dor que vive à vida
é a casa edificada no coração.
é simples e necessário para abastecer as atitudes
o inicial da vida, porto de descanso e do fraterno,
talves sem brilho mas, é vida, esta é a casa.
A fome do exagero não faz parte da casa
nem tampouco o "eu preciso" sem poder
porque mesmo podendo não é mais a casa
é tu mesmo que precisa e de quem falas.
No avanço da arquitetura da vida
com divertida cultura e festança
tudo é bom, nada falta, é divertido
mas, o recanto do descanso é na casa .
Não tem porta, parede ou cortina
nem cadeira, sofá ou botijão
mas protege na dor que vive à vida
é a casa edificada no coração.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Trabalho é ferramenta para o alimento do corpo e da alma
É fécula que impulsiona o crescimento do homem e da nação,
mas, o que abastece verdadeiramente os silos da vida é o amor,
amor próprio, amor ao próximo, amor a vida, amor até pelo dinheiro,
pois, sem amor, não há a coragem de seguir adiante,
sem amor o trabalho é instrumento de opressão.
É fécula que impulsiona o crescimento do homem e da nação,
mas, o que abastece verdadeiramente os silos da vida é o amor,
amor próprio, amor ao próximo, amor a vida, amor até pelo dinheiro,
pois, sem amor, não há a coragem de seguir adiante,
sem amor o trabalho é instrumento de opressão.
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